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Governador da Huíla visitou o sindicato de professores

  • Teodoro Albano

O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tchipingui, visitou na tarde desta quarta-feira o secretariado do sindicato de professores na região.

O gesto inédito está a dar azo a várias interpretações. Uns acreditam que a iniciativa faz parte da estratégia do chefe do executivo da província que no início do seu consulado prometeu mais abertura e diálogo e o fim de boatos, mas há quem pense que o gesto visa acalmar o ambiente agitado marcado recentemente por uma greve no sector da educação.

Seja qual for as razões, o certo é que João Marcelino Tchipingui é o primeiro governador a demonstrar tal gesto perante um sindicato que nunca foi bem visto pelos círculos do poder, dada a sua forma tenaz e intransigente de se bater pela causa dos professores.

À saída do encontro o governador João Marcelino Tchipingui rejeitou falar para a imprensa presente.

Questionado se a visita surpreendente traduzia o início de um novo passo nas relações com o executivo, o secretário provincial do SINPROF, João Francisco respondeu.

“Tudo vai depender da sequência daquilo que nós vimos hoje”.

O secretariado do SINPROF demolido em 2010, a dedução das cotas dos filiados na folha salarial e a dificuldade de transporte são algumas inquietações apresentadas pelo sindicato ao chefe do executivo da Huíla.

João Marcelino Tchipingui respondeu de imediato com a oferta de uma carrinha de marca Toyota Hilux dupla cabine, gesto que o sindicato agradeceu, mas rejeitou qualquer compromisso moral.

“Mas isso não significa entrar em compromisso moral com o governo de forma nenhuma porque o governo tem as suas obrigações com a sociedade. Logo nós ao recebermos esse meio de transporte em nenhum momento sentimos um remorso de consciência que isto vai fazer como se estivéssemos acorrentados com o governo, nós vamos cumprir com aquilo que os nossos filiados determinarem”.

A visita do governador João Marcelino Tchipingui ao secretariado do sindicato de professores na Huíla acontece numa altura em que são passados 74 dos 120 dias para o governo responder o caderno reivindicativo do SINPROF. Para 27 de Julho próximo está prevista uma assembleia geral de professores.
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