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Gestor do Hospital Central de Luanda justifica superlotação com alta demanda

  • Coque Mukuta

Foto de Arquivo

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Mário Cardoso reage a críticas de utentes e deputado da Casa-CE.

O gestor do novo Hospital Geral de Luanda(HGL) reconheceu hoje, quinta-feira 7, em entrevista à VOA existir uma demanda superior à esperada naquela unidade de saúde. Segundo Mário Cardoso, em tempo de chuva a procura é maior, mas garantiu que a situação vai melhorar nos próximos dias.

O gestor do Hospital Geral de Luanda diz não ser humanamente aceitável chutar para fora um paciente que acorre a um hospital pelo facto de a unidade hospitalar estar lotada.

Desta forma, Mário Cardoso reage à denúncia do deputado da Casa-CE, Lindo Bernardo Tito, que afirmou há dois dias à VOA ter visto mais de três doentes numa única cama.

“Estamos numa fase de pico por causa da chuvas e a enchente não se regista só aqui no hospital geral”, explica Cardoso para quem, no entanto, “não é aceitável chutar quem procura os nossos serviços, e quando se trata de crianças é mais preocupante”.

Em relação à higiene que o deputado considerou estar longe de ser a melhor num local onde a saúde está em causa, Mário Cardoso afirma que a superlotação é a causa do ambiente deplorável naquela unidade hospitalar.

“Sé nos temos um ambiente para 70 pessoas e há 200 muda imediatamente e já não é a mesma coisa”, afirmou.

O gestor do Hospital Geral de Luanda apela a uma maior colaboração dos utentes do referido hospital, em se dirigirem aos centros médicos e postos de saúde: “O que nós pedimos é que as pessoas possam recorrer aos centros médicos e os centros as transfiram para os hospitais” acrescentou.

Na terça-feira, 5, utentes e o deputado da Casa-CE Lindo Bernardo Tito criticaram a gestão do hospital e o tratamento dispensado aos pacientes.

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