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General acusado de usar militares para confiscar terreno em Luanda

  • Coque Mukuta

O documento que alguns tentam ignorar

O documento que alguns tentam ignorar

Família apela ao Presidente José Eduardo dos Santos

Uma parcela de terreno de 11 hectares, localizada defronte à cidade universitária na zona da Sapu,em Luanda, está a ser disputada entre Konda Marta, cujo terreno lhe foi concedido pelo Estado angolano para fins agrícolas e entidades das Forças Armadas angolanas.

A cidadã Konda Marta ganhou, em 1990, um enorme terreno para exploração agrícola num concurso público promovido pelo Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.

O contrato tinha a duração de 45 anos, ou seja até 2036, mas antes desse período, e mesmo pagando os emolumentos, começou a perder o terreno.

O campo 11 de Novembro, actual cidade do Kilamba, e a cidade universitária constavam do terreno cedido a Konda Marta, que, segundo os familiares, agora, detém apenas 11 hectares.

O filho da Konda Marta, Álvaro Miranda diz que vários generais estão agora a tentar tomar o terreno restante.

Álvaro Miranda, acusa Osvaldo Amaral, em colaboração com o general Armando da Cruz Neto, de ter enviado elementos trajados de militares com o objectivo de tomar a parcela restante.

“O que aconteceu é que Osvaldo Amaral, sobrinho de Armando da Cruz Neto, e Armando da Cruz Neto ligou para o chefe do PCU que mandou mais de 15 individuos que colocou no terreno”, disse.

Entre os citados está também o comissário António Maria Sitas, actual Comandante da Polícia em Luanda que numa curta mensagem negou à VOA estar envolvido na polémica do referido terreno.

Álvaro Miranda diz que os familiares já recorreram a várias estruturas e pessoas, e que só Presidente da Republica de Angola, José Eduardo dos Santos, pode mandar parar o general Armando da Cruz Neto.

“O nosso apelo vai ao Presidente da Republica porque nós já perdermos muito e consentimos porque eram projectos sociais, mas tem que se dar um fim a isso porque nós continuamos a pagar o direito de superfície e o terreno está cadastrado em nome da minha mãe”, acrescentou.

De recordar que o comandante da Região Militar de Luanda, tenente-general Simão Carlitos Wala, tinha aconselhado a administração municipal de Belas a atribuir a devida autorização do pequeno espaço sobseu controlo à senhora Marta Kanda, uma vez que tem a documentação de titularidade desde 1991, dizia o documento enviado à administração e às partes envolvidas.

A VOA tentou contactar igualmente Osvaldo Amaral e o general Armando da Cruz Neto, mas sem sucesso.

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