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O julgamento de Gbagbo:Uma faca de dois gumes


Forças de Gbagbo ameaçando civis num bairro de Abidjan, em April de 2011.

Forças de Gbagbo ameaçando civis num bairro de Abidjan, em April de 2011.

Laurent Gbagbo é suspeito de ter sido "co-autor indirecto" de crimes contra a Humanidade

O ex-presidente da Costa do Marfim Laurent Gbagbo, acusado de crimes contra a humanidade cometidos durante a crise pós-eleitoral compareceu , esta semana, pela primeira vez, perante o Tribunal Penal Internacional.
Calton Cadeado, professor do Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique

Calton Cadeado, professor do Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique


A audiência foi presidida pela juíza argentina Silvia Fernandez de Gurmendi, em Haia, na sede do Tribunal Penal Internacional . O ex-presidente costa-marfinense de 66 anos, foi o primeiro chefe de Estado a ser levado à barra daquele tribunal, que começou a funcionar em 2002.

Laurent Gbagbo, de 66 anos, é suspeito de ter sido "co-autor indirecto" de crimes contra a Humanidade em resultado de actos de violência ocorridos após as eleições na Costa do Marfim, designadamente assassínio, violação, actos desumanos e perseguições cometidos por forças que o ex-presidente dirigiu entre 16 de Dezembro de 2010 e 12 de Abril de 2011.

A recusa em ceder o poder ao vencedor, o seu rival e actual presidente Alassane Ouattara, mergulhou a Costa do Marfim numa guerra civil da qual - segundo estimativas da ONU - terão resultado cerca de três mil mortos.

A juíza Sílvia Fernandez de Gurmendi anunciou que as audiências de confirmação das acusações para decidir um eventual julgamento do antigo presidente da Costa do Marfim começarão a 18 de Junho de 2012.

Calton Cadeado, bolseiro da Rutgers University, analista e investigador do Departamento para a Paz e Conflitos do Instituto Superior de Relações Internacionais de Moçambique,comenta as implicações do julgamento de Laurent Gbagbo.

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