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Gabinete de crise prepara pós-erupção em Cabo Verde

  • Alvaro Ludgero Andrade

Lavas do Vulcão do Pico(Foto Waldemar Pires)

Lavas do Vulcão do Pico(Foto Waldemar Pires)

Técnicos viajam ao Fogo para identificar área onde serão realojadas as vítimas da erupção.

Os terrenos de Chã das Caldeiras, no sopé do vulgarmente conhecido Vulcão do Fogo, são dos mais férteis de Cabo Verde, principalmente para a produção de frutas. Antes da erupção que iniciou no passado dia 23 de Novembro, economia das famílias e da região estava em franca expansão com a produção e comercialização de vários produtos, entre eles o vinho do Chã que já é exportado, e o turismo devido ao interesse em ver o vulcão.

Dez dias após o início da erupção, a madrugada desta terça-feira, 2, foi mais uma vez devastadora, com as lavas a consumiram a escola de Ensino Básico e a única pensão no local, além de ameaçar casas e terrenos.

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe Luis Pires,que coordena o grupo de resposta na ilha, é taxativo ao dizer que apenas os terrenos poderão ser aproveitados no futuro "As terras que ficarem serão suficientes para relançar o desenvolvimento deste importante lugar turístico", garantiu.

Para fazer frente ao futuro, o Governo criou um Gabinete de Crise, dirigido pelo general Antero Matos que, em conversa com a VOA, explica os primeiros trabalhos a serem desenvolvidos. "Há uma equipa de técnicos que vai hoje ou amanhã ao Fogo identificar a área onde se irá alojar todos os residentes e criar as infra-estruturas necessárias para que possam retomar a sua vida", diz Matos.

As organizações da sociedade civil, igrejas e grupos de cidadãos têm desenvolvido um intenso trabalho na ajuda às vítimas do vulcão e, segundo Antero Matos, esse potencial irá ser usado no futuro.

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