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FMI diz que Moçambique deu "importante passo" revelando detalhes de empréstimos secretos

  • Redacção VOA

Fundo não vai no entanto recomeçar programa de apoio. Há que avaliar implicações e sustentabildiade da dívida do país, disse a organização

O Fundo Monetário Internacional disse hoje que Moçambique deu “um importante primeiro passo” para restaurar a confiança da organização mas não deu qualquer indício de que o pagamento de uma prestação de um anterior empréstimo da organização será entregue.

O Fundo disse que mais trabalho precisa de ser feito para se avaliar o impacto de um empréstimo de mais de mil milhões de dólares que não havia sido divulgado.

Num comunicado a organização afirmou que na sequência de um encontro entre o primeiro-ministro Agostinho do Rosário e a directora da organização Christine Lagarde uma equipa técnica liderada pelo vice ministra das finanças Isaltina Lucas tinha trabalhado “intensamente” com entidades da organização.

A delegação moçambicana, disse o comunicado, reconheceu que uma dívida em excesso de mil milhões de dólares “garantida pelo governo” não tinha sido revelada ao Fundo.

O FMI “saudou a revelação extensa de informação pelas autoridades como um importante primeiro passo para a restauração da confiança”.

“O Fundo e Moçambique vão continuar a trabalhar construtivamente para avaliar as implicações macroeconómicas da revelação da informação e identificar passos para se consolidar a estabilidade financeira, a sustentabilidade da dívida e fortalecer a governação e controlo das empresas públicas”, acrescentou o comunicado.

Na sequencia das revelações o FMI suspendeu a entrega de uma prestação de 283 milhões de dólares a Moçambique de um acordo de “standby”.

Fontes no FMI disseram que apesar dos passos positivos nas conversações não se pode “voltar para onde estávamos”.

A dívida moçambicana está agora “muito perto da insustentabilidade”.

A dívida diz respeito a 504 milhões de dólares da Credit Suisse e 118 milhões do banco russo VTB para a compra de embarcações militares e sistemas de radar por uma companhia estatal dos ministérios da defesa e interior e outros 535 milhões emprestados por a outra companhias estatal para a construção de um estaleiro em Pemba.

Para além disso o Ministerio do Interior teria emprestados outros 130 a 200 milhões de dólares, disseram as fontes.

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