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Front Line Exige o Fim da Intervenção Contra os Defensores dos Direitos Humanos

  • António Capalandanda

Front Line Exige o Fim da Intervenção Contra os Defensores dos Direitos Humanos

Front Line Exige o Fim da Intervenção Contra os Defensores dos Direitos Humanos

A Front Line, Organização de Defesa dos Defensores do Direitos Humanos, solicita as autoridades de Angola que suspenda imediatamente os actos de intervenção contra a Associação Omunga.

Num comunicado, a Front Line alega que as autoridades angolanas dificultaram a participação daquela organização não governamental no Encontro Internacional de Artes e Culturas Urbanas que decorre na província de Benguela.

Segundo a Front Line, alguns patrocinadores do evento decidiram retirar completa e incondicionalmente seu apoio aos participantes nacionais e internacionais, depois de serem influenciados pelo governo.

Refira-se que a Omunga é uma das co-produtoras do encontro denominado Okupapala.

Okupapala é um encontro sociocultural que pretende juntar expressões artísticas e culturais de proveniências diversas, com um forte envolvimento das comunidades locais, num intercâmbio vivo, dialogante, criador e potenciador de desenvolvimento.

As ruas, praças e os bairros das cidades de Benguela são palco preferencial. Expressões artísticas como o teatro, a música, a poesia, a pintura, a dança, o graffitti, o cinema e o multimédia entram no espaço público dando a este o seu significado pleno, espaço de vivência social e de partilha do processo criativo e transformador.

“ Eu gostava que as pessoas tivessem a sensibilidade e que deixassem os artistas criarem, porque quando um artista não cria morre” disse Merinho, acrescentando que “ é preciso unirmos esforços nessa hora de viragem crucial das nossas mentes e cabeças depois de um longo período de guerra que Angola viveu,” disse Merinho Mendes um dos criadores do Okupapala.

Apesar das pressões, jovens grafiteiros de Angola e Portugal ocupam os espaços públicos com pinturas, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade e periferia, num diálogo entre o oficial e o não oficial.

“O que nós estamos a tentar fazer é estimular esse lado criativo que o povo angolano já tem, esquecer esse lado comercial da (arte) e levar para o lado mais cívico,” comentou Ricardo Quaresma, grafiteiro português que participa no Okupapala.

O Encontro Internacional de Artes e Culturas Urbanas é também co-produzido pela plataforma cultural Mu_Seke de Angola/Portugal, o colectivo cultural Potof Prod de França, a Tinta Preta Design de Portugal, Grupo Entrou Por Uma Porta, Rede Latino Americana de Teatro em Comunidade e a Associação Mistura Pura de Itália/Portugal.

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