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Frelimo organiza mini-manifestação, enquanto académicos e religiosos pedem por paz

  • William Mapote

Marcha da Frelimo repudia ataques da Renamo

Marcha da Frelimo repudia ataques da Renamo

Cerca de uma centena compareceram ao pedido do partido no poder.

Numa altura em que a confrontação armada marca o dia-a-dia no centro de Moçambique, membros da Frelimo convocaram para esta quarta-feira, 24, uma manifestação pública pela paz no país.

Era para ser um movimento massivo, a avaliar pelo partido que organizava, mas ao invés disso, pouco mais de uma centena de pessoas aderiram à marcha, que percorreu algumas ruas de Maputo, e culminou na Praça da Paz, com as palavras de ordem.

"Queremos a paz de volta. Queremos apelar aos nossos irmãos que teimam em viver no mato para que venham juntar-se a nós para desenvolvermos Mocambique", diziam os manifestantes.

Enquanto decorria a marcha, religiosos, partidos políticos, académicos e sociedade civil reuniam-se noutro lugar para reflectir sobre a paz e estabilidade no país.

O arcebispo católico da Beira, Dom Cláudio Zuana, descrevia assim a situação do país: "A Paz em Mocambique tem os seus inimigos, aqueles cujos interesses acabam favorecidos pela guerra".

A injustiça, intolerância política, a exclusão social e a falta de transparência são os actuais elementos descritos pelo Arcebispo Zuana, como factores da instabilidade, que mereceram alguns recados para o governo.

Da reflexão emergiu como uma das principais palavras de ordem, a necessidade de uma acção mais vigorosa da sociedade para persuadir os políticos.

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