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Frelimo acusa Dhlakama de não querer desmilitarizar a Renamo

  • Alvaro Ludgero Andrade

Afonso Dhlakama

Afonso Dhlakama

Porta-voz da Frelimo diz que moçambicanos não podem continuar a ser ameaçados por um único homem.

O presidente da Renamo Afonso Dklakama não respondeu ainda ao convite feito pelo Presidente da República Filipe Nyusi para um encontro no qual analisarão o cumprimento do acordo de cessação das hostilidades de 2014 e as negociações entre as duas partes.

A Frelimo espera que, desta vez, o líder da Renamo “meta a mão na consciência e desmilitarize o único partido político que possui homens armados”.

A afirmação é do porta-voz da Frelimo Damião José, para quem um homem não pode continuar a ameaçar os moçambicanos.

“A paciência dos moçambicanos está a acabar frente à insistência de Dhlakama em não desmilitarizara a Renamo, que é o único partido político com homens armados no mundo”, denuncia Damião José.

O sucesso ou não do encontro entre os dois líderes depende apenas de Afonso Dhlakama, na óptica de Damião José, em conversa hoje com a VOA.

“Só a ele cabe decidir acabar com esta situação porque ninguém mais deseja continuar a ser ameaçado por um único homem, que já não tem argumentos para manter esse clima”, continua o porta-voz da Frelimo.

O líder da Renamo, segundo disse Damião, está a provar uma enorme falta de humanismo em relações aos seus homens que se encontram nas matas, enquanto ele e os dirigentes vivem normalmente nas cidades.

“Ele e os dirigentes da Renamo estão nas cidades a criar os seus filhos, a fazer os seus negócios, a projectar a vida dos seus filhos, mas os nossos irmãos continuam nas matas, enganados, sem poder educar os seus filhos, nem desenvolver qualquer actividade económica”, acusa.

Aguarda-se a qualquer momento a resposta de Afonso Dhlakama ao convite do Presidente da República para um encontro, enquanto no terreno aumenta a temperatura entre os dois principais partidos.

Nesta quarta-feira, 26, em entrevista à VOA, o porta-voz da Renamo António Muchanga acusou a Frelimo de estar preocupada com a situação actual e reiterou que o seu partido irá governar as seis províncias em que obteve mais votos nas eleições gerais de 2014.

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