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França envia representante a Washington para discutir espionagem


Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e Francois Hollande

Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e Francois Hollande

Primeiro-ministro francês pede acção dos Estados Unidos.

A França convocou nesta quarta-feira, 24, a embaixadora dos Estados Unidos em Paris Jane Hartley para explicar as denúncias de espionagem norte-americana às autoridades francesas, classificadas pelo presidente francês, François Hollande, como "inaceitáveis". A Casa Branca reagiu dizendo que não tem qualquer interesse nas conversas do presidente francês.

O Governo francês anunciou hoje enviar aos Estados Unidos um responsável da inteligência para confirmar que a espionagem acabou.

Ontem ao falar no parlamento, o primeiro-ministro francês Manuel Valls considerou as alegações muito graves.

“Os Estados Unidos não só devem reconhecer o perigo que as escutas representam para a liberdade, mas também fazer tudo o que estiver ao ser alcance para reparar rapidamente os danos provocados nas relações entre os dois países”, advertiu Valls.

As revelações surgiram semanas depois de o presidente Obama ter assinado uma lei que pôs fim às investigações de comunicações privadas dos cidadãos norte-americanos.

Numa primeira reacção, a Casa Branca afirmou ontem "não ter como alvo" as comunicações de François Hollande, nem que o iria fazer.

Ned Price reiterou que os Estados Unidos estão a trabalhar de perto com a França em todos os assuntos de interesse internacional", e que "os franceses são parceiros indispensáveis".

Por seu lado, Philippe Moreau Defarges, do Instituto Francês de Relações Internacionais, acredita que a controvérsia desaparecerá rapidamente.

“Isto não é uma surpresa mas o caso wikileaks é uma questão de tempo. Hoje, existem outras prioridades, a respeito do Médio Oriente, do Mediterrâneo ... é por isso que eu acho que vai ser esquecido rapidamente”, concluiu o especialista.

Os documentos da Wikileaks revelados ontem pelo diário Libération e o site de investigação Mediapart disseram que os Estados Unidos espiaram, pelo menos entre 2006 e 2012, os três últimos presidentes franceses, Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande.

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