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Forças moçambicanas alerta no combate à pirataria marítima

  • William Mapote

Piratas somalis detidos por fuzileiros especiais da fragata portuguesa "Alvares Cabral", depois da tentativa de ataque a traineira espanhola

Piratas somalis detidos por fuzileiros especiais da fragata portuguesa "Alvares Cabral", depois da tentativa de ataque a traineira espanhola

Na memória das autoridades nacionais estão os dois casos de sequestro das embarcações "Vega 5" e "MV Panamá"

O Ministério da Defesa Nacional anunciou hoje, em Maputo, que as Forças Armadas Moçambicanas se encontram em estado de prontidão, para responder a eventuais casos de pirataria marítima nas águas territoriais ao longo da costa do país.
Esta informação foi prestada,hoje,à imprensa pelo Comandante de Mar-e-Guerra,Eusébio Salumbia, à margem da reunião anual do Ministério da Defesa Nacional e os adidos militares credenciados no país.
Na memória das autoridades nacionais estão os dois casos de sequestro das embarcações "Vega 5" e "MV Panamá",ocorridos nas águas da costa moçambicana.De acordo com o Ministério da Defesa, neste momento, decorrem operações reais,que consistem na presença massiva de militares moçambicanos que fazem a supervisão da costa Norte do país,região considerada mais propensa a ataques dos piratas.
Entretanto,12 tripulantes do navio "Vega 5", operado pela "Pescamar",que estiveram quase três meses sequestrados por piratas somalis,consideram-se "injustiçados" pela empresa, que celebra contratos precários,e não paga indemnizações.
O porta-voz do grupo, José João Mandava, diz que a "Pescamar" contratou os tripulantes por três meses,até ao fim da faina,em Outubro,abrindo espaço para o seu posterior despedimento, já que a renovação do contrato depende da empresa.
Alegadamente, dos 12 moçambicanos sobreviventes apenas um tem contrato efectivo, estando os restantes como eventuais.
Os tripulantes chegaram a ameaçar não regressar ao mar,exigindo como condição a protecção de uma embarcação de guerra e um helicóptero por questões de segurança, mas a divergência ficou ultrapassada com a contratação de uma empresa de segurança espanhola.
"A empresa está a considerar o sequestro como acidente de trabalho.Já vão mais de 100 dias depois do resgate e nada sabemos ainda sobre a indemnização", disse José João Mandava.

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