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FMI tem visão distorcida de Angola, diz Isaías Samakuva

  • Redacção VOA

Isaías Samakuva

Isaías Samakuva

Presidente da Unita escreveu ao FMI a sugerir que organização contacte outras forças e não apenas o Governo.

Isaías Samakuva escreveu à directora do Fundo Monetário internacional Christine Lagarde a apela a que a organização alargue os seus contactos e fontes de dados na sua analise da situação económica de Angola.

A carta foi enviada dois dias antes da chegada a Luanda de mais uma delegação do FMI, que está a partir de hoje em Angola para prestar o que é descrito como assistência técnica ao Governo na reforma do programa de subsídios aos combustíveis.

Na sua carta, Samakuva acautelou o FMI para não se tornar dependente das suas informações em entidades oficiais angolanas e apelou a que os funcionários da organização alarguem os seus contactos a outras forças da sociedade.

Em entrevista à VOA, Samakuva disse que o seu partido tinha notado que “ultimamente, mesmo sabendo da situação que Angola atravessa, entidades internacionais que até têm representantes aqui ignoram outros retratos da sociedade de outras forças vivas da sociedade”.

“Parece-nos terem informação que não corresponde à realidade”, disse o presidente da Unita para quem “do ponto de vista da economia há desigualdades bastante visíveis que na realidade configuram uma politica de exclusão”.

“Achamos que era oportuno fazermos uma carta e chamar a atenção para que tenham em conta outras vozes”, disse afirmando que em Angola “há uma maioria excluída onde se diz que há progressos”, reiterou Samakuva.

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