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Filipe Nyusi diz que "justiça tem de ser feita" sobre a morte de Samora Machel

  • Redacção VOA

Filipe Nyusi, cerimónia de 30 anos da tragédia de Mbuzini

Filipe Nyusi, cerimónia de 30 anos da tragédia de Mbuzini

Na cerimónia que assinalou os 30 anos da tragédia de Mbuzini Presidente moçambicano voltou a apelar à paz com a Renamo.

O Presidente moçambicano disse que a justiça deve ser feita no caso da queda do avião que vitimou o primeiro Chefe de Estado do país, Samora Machel, e mais 34 pessoas a 19 de Outubro de 1986.

Ao dirigir-se aos familiares das vítimas da tragédia de Mbuzini, numa cerimónia nesta quarta-feira, 19, na Praça dos Heróis, em Maputo, Filipe Nyusi disse partilhar uma dor que se agudiza por a verdade nunca ter sido esclarecida.

"A justiça ainda deve ser feita, um direito que vos assiste como parentes dos mártires de Mbuzini e que assiste igualmente a todo o povo moçambicano", declarou, numa alusão às investigações inconclusivas da queda do Tupolev 134, em que viajava Machel e que as autoridades moçambicanas atribuem ao antigo regime do "apartheid".

Filipe Nyusi, cerimónia de 30 anos da tragédia de Mbuzini

Filipe Nyusi, cerimónia de 30 anos da tragédia de Mbuzini

Nyusi destacou na cerimónia realizada e Maputo o empenho de Machel nas lutas dos países vizinhos contra "a dominação estrangeira e regimes ditatoriais", quando Moçambique enfrentava uma situação económica difícil e dava os primeiros passos para se afastar da herança colonial.

Quanto à situação actual no país, o Presidente moçambicano considerou que "a paz por que tanto lutou Machel está ameaçada pelas acções da Renamo e que "uma paz total e definitiva" será uma vitória sem dono, "porque pertencerá a todos por igual".

Nyusi pediu à Renamo para que com o Governo coloque "os interesses do povo moçambicano acima de tudo".

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