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Fiéis de Kalupeteca denunciam perseguições e agressões

  • Manuel José

José Julino Kalupeteca e seguidores no Tribunal Provincial de Huambo, Angola

José Julino Kalupeteca e seguidores no Tribunal Provincial de Huambo, Angola

Filho do líder de A Luz do Mundo acusa agentes do Serviço de Investigação Criminal.

Fiéis da seita A Luz do Mundo, de José Julino Kalupeteca, no Bailundo, na província angolana do Huambo, denunciam actos de perseguição e agressões por parte de agentes da polícia nacional e agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Um dos filhos Kalupeteca disse à VOA que basta haver um grupo de quatro ou cinco pessoas numa casa que chegam agentes de segurança.

Julino Katupe conta que os fiéis pretendem apenas trabalhar a terra, como sabem fazer, mas não conseguem devido à perseguição constante de agentes do Estado.

''Efectivos da policia entraram numa aldeia aqui no Bailundo onde moram fiéis da seita sem qualquer explicação, levaram as pessoas, espancaram-nos até que desmaiaram e deitaram-lhes água em cima'', denuncia Katupe, para quem é muito sofrimento.

“Esta situação tem que chegar ao presidente Barack Obama para nos acudir, o nosso pai ja está preso, nós não conseguimos trabalhar em liberdade, tem de haver uma intervenção rápida para nos acudir porque vem aí o tempo do cultivo, sem ajuda, sem trabalhar, estamos a sofrer'', lamenta o filho do líder de A Luz do Mundo.

José Julino Kalupeteca foi condenado a 5 de Abril por homicídio qualificado, autoria moral do massacre no monte Sumi e uso da força contra a autoridade a 28 anos de prisão e cumpre a pena na Comarca de Viana, em Luanda.

Os seguidores de Kalupeteca, Filipe Zacarias e Nunda, foram condenados a 16 anos de prisão e os demais sete a 27 anos de prisão.

O advogado de defesa David Mendes recorreu da decisão para o Tribunal Supremo.

José Julino Kalupeteca e seguidores foram presos a 16 de Abril de 2015 na sequência de confrontos entre a polícia e seus seguidores, dos quais resultaram a morte de nove policias e 13 civis, de acordo com as autoridades.

Entretanto, os partidos da oposição e activistas disseram que houve centenas de mortos e o Governo de Angola recusou o pedido de uma investigação independente solicitada pelas Nações Unidas.

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