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Fiéis de Kalupeteka classificam de "pouca vergonha" resposta de Luanda à ONU

  • Coque Mukuta

António Bento Bembe, secretário de Estado dos Direitos Humanos de Angola

António Bento Bembe, secretário de Estado dos Direitos Humanos de Angola

Secretário de Estado Bento Bembe pede respeito e lembra que Angola é um Estado soberano.

Seguidores de José Julino Kalupeteka dizem ter aceite com naturalidade a reacção do Governo angolano ao comunicado do Escritório de Direitos Humanos das Nações a pedir uma investigação aos confrontos entre a polícia e fiéis da seita A Luz do Mundo no Huambo. O Executivo de Luanda pediu provas ou um pedido de desculpas das Nações Unidas, enquanto o secretário de Estado dos Direitos Humanos Bento Bembe lembra que Angola é um Estado soberano.

“Arrogante”, é como alguns fiéis classificam a resposta do Governo de José Eduardo dos Santos, uma vez que a acção perpetrada no Monte Sumi foi evada de ódio e espírito de impunidade.

Isaak Chikumga, membro de A Luz do Mundo, disse que o comunicado do Governo a exigir provas ou um pedido de desculpas da ONU é uma pouca vergonha do Estado angolano.

Fiéis de Kalupeteka denunciam perseguições

Por seu lado, em entrevista à VOA, o secretário de Estado para os Direitos Humanos Bento Bembe diz não poder afirmar se o Executivo vai aceitar ou não o inquérito independente uma vez que o Estado angolano é soberano.

“Não se sabe nem se pode dizer se o Governo vai aceitar ou não, temos que acreditar nas informações que o Governo está a dar porque o Estado angolano é responsável e soberano”, explica Bembe.

Segundo o governante, em várias partes do mundo, acontecem situações semelhantes às do Monte Sumi, por isso não entende “por quê tanta preocupação das Nações Unidas para com Angola”, e alerta ainda que, mesmo que se queira uma comissão de inquérito independente,não passa pela pressão da ONU.

Caso Kalupeteka "obriga" a nova lei da religião em Angola

De recordar que o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas chamou a atenção na semana passada para relatos de contínuas perseguições contra seguidores de José Julino Kalupeteca e recomendou uma investigação independente e completa para que possa apontar os responsáveis pelas mortes de civis no Monte Sumi.

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