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Febre amarela faz mais uma vítima em Angola

  • Redacção VOA

Sindicato dos Enfermeiros diz que vacinas são insuficientes e campanha deve ser alargada a todas as idades.

A febre amarela fez a sua 26a. vítima em Angola nas últimas 24 horas, com os casos suspeitos a aumentarem para 96.

Os novos dados foram revelados pelo Ministério da Saúde num momento em que decorre no município de Viana, em Luanda, uma campanha de combate à epidemia que prevê imunizar até um milhão e meio de crianças e grávidas.

A campanha prevê também acções de sensibilização da população para a eliminação de águas estagnadas, protecção contra mosquitos, distribuição de desinfectantes para água e acções de desinfestação de casas.

Entreatanto, o presidente do Sindicatos dos Enfermeiros da capital do país, Afonso Kileba, revelou à VOA que quando foram detectados os primeiros casos suspeitos, em Dezembro de 2015, o país não tinha stocks de vacinas suficientes para fazer face ao surto, o que levou as autoridades a solicitar 5 mil vacinas que, em seu entender, também não chegam para fazer face ao problema.

O responsável sindical defende ainda que a campanha deve ser massiva e abrangente a todas as idades para se precaver de piores consequências.

“O Governo não pode deixar de criar stocks de vacinas e 5 mil doses não são suficientes para as necessidades actuais”, declarou Kileba.

A campanha será posteriormente alargada a outros municípios de Luanda e do país.

Por sua vez, o representante da OMS em Angola, Hernando Agudelo, considerou em Luanda que as medidas de prevenção devem ser estritamente observadas pela população por forma a evitar o alastramento do surto.

“Deve-se fazer um grande esforço para manter um ambiente limpo em qualquer lugaronde os mosquitos se possam reproduzir”, disse.

Para o combate ao surto de febre-amarela em Luanda, as autoridades sanitárias anunciaram um orçamento provisório de 2,02 mil milhões de kwanzas.

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