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FAO defende forte aposta na agricultura em Moçambique

  • André Baptista

Campo agrícola, Tete, Moçambique

Campo agrícola, Tete, Moçambique

Uma missão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) que visitou Moçambique, recentemente concluiu que o Governo de Filipe Nyusdi precisa apostar com rigor na agricultura, para o país sair da constante insegurança alimentar e fome, racionalizando políticas e produtividade local.

A missão multidisciplinar da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em apoio à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, considerou importante que as políticas agrárias do Governo, acesso a insumos e envolvimento dos camponeses estejam alinhados para revolucionar a agricultura de sucesso em Moçambique.

Para o representante regional da África Austral da FAO, Ruhiza Boroto, “Moçambique precisa de desenvolver mais os serviços de extensão agrária, treinar pessoal e dar a devido apoio. Devemos interagir com outras áreas como as florestas, pecuária e também a aquacultura para que as nossas intervenções sejam mais efectivas e tenhamos melhores benefícios. Também devemos tirar lições dos outros países sobre como aumentar a produção e a produtividade para responder a Agenda 2030 para acabar com a fome”, referiu o responsável.

Boroto afirmou que, para uma revolução agrícola sustentável e de sucesso em Moçambique, é necessário consociar boas políticas agrárias estatais e práticas dos camponeses, que precisam ter acesso a sementes certificadas e estar engajados no aumento do rendimento dos campos.

Ruhiza Boroto frisou ainda que “não é suficiente ajudar o país a atingir padrão de rendimento por hectare, para a competitividade regional no âmbito da agenda 2030”.

Moçambique foi incluído na Iniciativa Regional 2 da FAO para dinamizar e intensificar a produção sustentável e o desenvolvimento das cadeias de valor no ano de 2016, juntamente com mais nove países, nomeadamente Camarões, Chade, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Quénia, Mali, Ruanda e Zâmbia.

Por sua vez Castro Camarada, representante da FAO em Moçambique, assinalou que a missão está no país a pedido do Governo, e várias iniciativas serão desenvolvidas no âmbito da agenda 2030 para tornar sustentáveis as áreas da agricultura, pescas e florestas em Moçambique.

“A tensão político militar não ajuda, sobretudo aqui na região centro, por ser uma zona de concentração das nossas atividades” disse Castro Camarada, repisando que com o fim do conflito há mais espaço de intervenção para o sucesso da agenda 2030.

A iniciativa que cobre 47 paísespretende moldar os programas de desenvolvimento dos Governos de uma forma transformadora para os próximos 15 anos.

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