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Familiares de activistas mortos à espera das promessas do Estado angolano

  • Manuel José

Familiares de Cassule e Kamulingue

Familiares de Cassule e Kamulingue

Acusam Procurador Geral Adjunto da República de brincar com as famílias

Quase cinco anos depois do seu assassinato e a dois desde que o tribunal condenou os culpados pela morte de Isaias Cassule e Alves Kamulingue, os familiares daquelas vítimas acusam o Estado, representado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de estar a brincar com as famílias, fazendo promessas atrás de promessas sem que as cumpram.

As duas famílias dizem que o Procurador-Geral da República, adjunto depois de vários encontros, agora deixou de atender o telefone.

O acórdão do Tribunal Provincial foi claro ao dizer que cada uma das famílias lesadas deve ser indemnizadas com um valor estipulado, mas até ao momento passados dois anos nada receberam.

Para além deste valor, o Estado angolano por via da PGR prometeu entregar casas no Zango faltando até ao momento a documentação das mesmas e também integrar nas escolas os filhos menores de Cassule e Kamulingue algo que também não foi cumprido.

Os familiares exigem também as certidões de óbitos, bem como os restos mortais para a realização dos funerais.

Pelo tempo que já leva a decisão do tribunal, os familiares acreditam que o estado está a brincar com suas sensibilidades.

''Está tudo estagnado, as coisas estão paralizadas nem água vai nem água vem, não estamos a ver absolutamente nada”, disse Horácio Essule, um dos tios de Kamulingue.

Outro tio de Alves Kamulingue, Jerónimo Cabral defende que se cumpra apenas o acórdão do Tribunal.

''Temos os acórdãos, estão aqui por que ninguém mais diz nada depois disso?”, interrogou.

Um dos irmãos de Isaías Cassule, Mariano Cassule disse que familiares foram chamados por duas vezes aos escritórios do Procurador Geral Adjunto mas cada vez que aíse deslocam “só dizem aguardem, aguardem”.

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