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Familiares de activistas angolanos pressionam autoridades judiciais

  • Coque Mukuta

Foto de Arquivo

Foto de Arquivo

Activistas Osvaldo Caholo, Rosa Conde e Laurinda Gouveia têm novos processos.

Os familiares dos 17 activistas condenados pelos crimes de rebelião, tentativa de golpe de Estado e associação de malfeitores vão nesta quinta-feira, 23, ao Tribunal Constitucional para pressionar as autoridades angolanas a decidir sobre o habeas corpus apresentado pela defesa.

Entretanto, para dentro de dias, está previsto o julgamento do único militar do grupo, Osvaldo Caholo, acusado de copiar um documento militar considerado confidencial.

Caholo é acusado de ter copiado o documento que estava gravado numa pen-drive da direcção principal do serviço de contra-inteligência militar.

O documento, segundo a acusação, terá sido entregue a Caholo por Zénóbio Lázaro Muondo Zumba, preso desde o final do ano passado no presídio Militar de Luanda/Tombo e co-arguido no processo.

Quem também tem um novo processo são as activistas Rosa Conde e Laurinda Gouveia, integrantes do grupo dos 17, acusadas agora de atentado ao pudor e de crime de desobediência às autoridades, por terem realizado greves de nudez na prisão.

A queixosa é a directora da secção feminina da cadeia de Viana, Filomena Graciano Lamberga Catito “Filó”.

Os advogados de defesa ainda não se pronunciaram sobre os dois novos processos.

Amanhã, os familiares dos activistas vão ao Tribunal Constitucional em mais uma tentativa de pressionar as autoridades judiciais para se pronunciarem sobre o habeas corpus.

Leonor João, mãe de Mbanza Hamza, e Neusa de Carvalho, esposa do jornalista Sedrick de Carvalho, dizem-se desesperadas “porque estamos a sofrer”.

Compilação musical pelos 17 activistas angolanos presos

Compilação musical pelos 17 activistas angolanos presos

Entretanto, os artistas MCK, Fat Soldiers, Mac D, Audaz, Kid MC e Mona Dya Kidi reuniram-se para gravar um disco para chamar a atenção sobre a situação dos activistas condenados e alusivo ao primeiro aniversário da prisão, a 20 de Junho.

A receita das vendas do disco será destinada às famílias dos activistas.

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