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Falta de água afecta Huíla

  • Teodoro Albano

As duas fontes de tratamento e abastecimento de água do Lubango mostram-se mais radiantes com as chuvas dos últimos dias, mas estão longe de acudir a necessidade de mais de um milhão de habitantes.

O surgimento dos novos bairros na periferia na sequência do projecto de requalificação da capital da Huíla iniciado em 2010 com as demolições de centenas de casas ao longo da linha férrea de Moçâmedes e do rio Mucufi aumentou ainda mais o raio de necessidades pelo precioso líquido.


Entre os bairros destacam-se Tchavola, Chimucua e Kwawa que aguardam pela instalação da rede pública de distribuição de água.

Na Tchavola a água é assegurada, com muitas limitações, através de furos aí construídos, segundo, Bartolomeu Cambinda.

“Não digamos que é muito problema, mas a água tem chegado com falha”, diz.

Angelino Jololo residente do Kwawa não tem dúvidas, a água é a grande prioridade do momento.

“Coisa primordial nós queremos mesmo água porque nós de vez em quando recorremos a alguns indivíduos com camiões cisternas para comprar”, adintou.

O governo diz estar ao corrente do problema, por isso se propôs, no quadro da emergência, fazer furos e levar água através de camiões cisternas.

O director provincial de energia e águas, Abel Costa, defende que a solução sustentável e definitiva da água nestes bairros e no Lubango em geral passa pelo rio Cunene, através do município de Caconda, o que implicaria grandes investimentos do governo central.

A questão do abastecimento de água no Lubango, nunca foi colocada em causa como agora depois de a província ter vivido os últimos três anos com bastantes irregularidades nas quedas pluviométricas.

Alternativas às chuvas precisam-se para se repor a capacidade de abastecimento da água que é vida.

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