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Há falta de água em vários bairros periféricos de Luanda

  • Manuel José

Vários bairros da periferia da capital angolana estão sem água potável e os moradores, desesperados, recorrem aos motoqueiros, vulgo 'kupapatas, para conseguir um bidão de 20 litros que custa de 50 a 100 kwanzas.

Titanic, no Golfe, bairro novo, no Zango e Viana Zanzala são alguns dos bairros em que os seus residentes enfrentam enormes dificuldades para conseguir água canalizada para o consumo.

''Ha três semanas que não temos água, somos obrigados a comprar água dos kupapatas que vendem o bidão de 20 litros a 50 cuanzas”, disse um morador do Titanic, enquanto no bairro Catintom a água é só mesmo em camiões-cisternas.

“Água aqui não sai, estamos a comprar água nos camiões-cisternas e nos tanques de particulares'', revelou um morador.

A caminho de Calumbo, por exemplo, a água apenas chega em camiões-cisternas e é distribuída uma vez por semana, provocando, sempre, tumulto entre os compradores.

Outro morador refere que a água é imprépria para consumo apesar das “promessas de que teríamos água”.

Alguns moradores do Zango 3 disseram à VOA que são obrigados a comprar água mineral para “beber, tomar banho e cozinhar porque a água da torneira, quando sais ó dá para regar as plantas”.

A VOA tentou falar, mas sem sucesso, com um responsável da Empresa de Agua de Luanda.

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