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Exposição e livro celebram o poder da arte no Reino do Congo

  • Amâncio Miguel

Foto: Museu Metropolitano de Arte

Foto: Museu Metropolitano de Arte

Indirectamente, a exposição realçou lacunas na preservação de obras em África. Todas as obras exibidas foram emprestadas de colecções europeias.

“Kongo: Power and Majesty” é o título de uma exposição de artes que, entre Setembro de 2015 e este Janeiro, mostrou uma face pouco noticiada de África: o poder das suas artes e sua contribuição para a cultura mundial.

Em mais de 140 obras – esculturas de madeira, marfim, cartas, têxteis – o Museu Metropolitano de Nova Iorque (MET) mostrou a civilização do Reino do Congo.

Após visitar a exposição, o americano Preston Brown resumiu: “É muito esclarecedora (…) mostra o que emergiu do contacto com Portugal e Holanda e também a cultura tradicional que se manteve intacta”.

“Esta exposição celebra as conquistas dos artistas do Reino do Congo, entre os séculos XV e XIX, e mostra como de forma eloquente responderam à importantes necessidades das suas comunidades, através da arte,” diz a organizadora Alisa LaGamma.

Almofada em tecido de luxo, usada no Reino do Congo

Almofada em tecido de luxo, usada no Reino do Congo

​As obras, retratando o poder, tradição e cultura, religião e mitos, desafiam o público a compreender a produção artística do reino, que ocupava a região que é hoje a Republica do Congo, Republica Democrática do Congo e Angola.

Um livro com o mesmo título foi publicado pelo Museu.

Alisa LaGamma: “A minha paixão pelas artes africanas vem do facto de ter crescido na África subsaariana. Nasci em Lubumbashi. Tive a sorte de viver no Senegal, Costa do Marfim, Togo, Nigéria e África do Sul. Ganhei enorme respeito e amor pelas tradições artísticas desta parte do mundo”.

Alisa LaGamma: “A minha paixão pelas artes africanas vem do facto de ter crescido na África subsaariana. Nasci em Lubumbashi. Tive a sorte de viver no Senegal, Costa do Marfim, Togo, Nigéria e África do Sul. Ganhei enorme respeito e amor pelas tradições artísticas desta parte do mundo”.

Indirectamente, a exposição realçou lacunas na preservação de obras em África. Todas as obras exibidas foram emprestadas de colecções europeias.

A curadora LaGamma lamenta: “Infelizmente, o tipo de obras que fazem parte desta exposição é muito frágil. Não temos exemplares da época que tenham resistido naquela região. Dependemos de obras enviadas por líderes africanos para a Europa, e preservadas lá”.

​Acompanha a entrevista com a curadora LaGamma, americana nascida em Lubumbashi, na República Democrática do Congo:

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