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Expatriados em Angola: O que fazem os estrangeiros no país?

  • Agostinho Gayeta

Aeroporto 4 Fevereiro Luanda, Dez. 15, 2014. Angola

Aeroporto 4 Fevereiro Luanda, Dez. 15, 2014. Angola

Vindos da Mauritânia, Vietname e Argentina, Alassane, Alan e Maurício estão em Angola a trabalhar em diversas áreas, todos têm opiniões diferentes sobre o que Angola lhes oferece.

Muitos são os estrangeiros que diariamente entram em Angola. Cada um transporta na sua bagagem o seu objectivo, na maior parte das vezes com relacionado com a procura de melhor oportunidade de emprego ou de negócio.

Alassane Samasa é proveniente da Mauritânia, vive em Angola há já 13 anos. Veio para Angola especificamente para fazer negócio. Proprietário de uma cantina onde vende diversos produtos diz sentir-se feliz.
Apesar de não ter a família perto de si, Samasa diz ser um comerciante bem sucedido.


“Estou aqui há 13 anos. Trabalho bem e não tenho problemas. O negócio rende e vivemos bem”, explicou.

Alan é vietnamita e está em Angola há já três anos. É proprietário de um estúdio, onde além de fotografias, faz timbragem de camisolas, desenha chapas de matrículas entre outros serviços. Deixou a mulher e dois filhos no Vietname para encontrar em Luanda a melhor oportunidade para o sucesso.

Alan ainda está em fase de adaptação, fala em sucesso no seu empreendimento, mas pretende algo mais: falar bem o português.

“Eu quero falar português e fazer trabalhos particulares aqui”, disse num português “arranhado”.

Nem todos os estrangeiros vêm a Angola com fim único de fazer negócio ou procurar oportunidade de emprego. Tal é a situação de Maurício Gangulia, argentino de nacionalidade, formado em Arquitectura.

Com o espírito de voluntariado, o arquitecto veio à Angola por intermédio dos Missionários Salesianos de Dom Bosco. Chegou a Luanda antes do fim dos conflitos armados e o objectivo era de contribuir com o seu saber, embora como leigo, no desenvolvimento das comunidades mais carenciadas de Angola.

“Visto que a minha profissão é Arquitectura, a ideia era dar também o meu serviço no que refere à profissão”. Era para acompanhar a construção naquela altura, do seminário Menor dos Salesianos de Dom Bosco.

Com o fim dos conflitos armados em 2002, o país da Palanca Negra Gigante começou o processo de reconstrução em toda extensão do território. Com isto, Maurício Gangulia participou na construção de centros de saúde, centros de alfabetização, escolas entre outros projectos. Mais tarde tornou-se docente universitário e Coordenador do Projecto de Arquitectura Sustentável: Melhorar a habitação rural. Um projecto levado a cabo pelas Cáritas de Angola.

Apesar das múltiplas tarefas o voluntário há 14 anos em Angola já viveu em diversas províncias do país, mas é em Luanda onde actualmente desenvolve avontade grande parte das suas tarefas.

Maurício encara o Programa de Arquitecura Sustentável da Cáritas de Angola, do qual é Coordenador, como um grande desafio, onde mais importante que esperar por um lucro, em termos financeiros, proporciona a oportunidade de viver em harmonia com a natureza e com as comunidades, já que ingloba também a formação para o desenvolvimento da prática de agricultura sustentável.

“Temos que ver que o negócio e o dinheiro são importantes para alguns, mas há outras maneiras de viver”, salientou.

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