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Êxodo rural ameaça agricultura familiar

  • Isaías Soares

Famílias necessitam de crédito

O êxodo rural pode condicionar as expectativas da participação das famílias na produção de alimentos em Angola.

Para fazer frente a esta realidade, a da Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) em Malanje, defende mais crédito às empresas familiares.

“A força de trabalho activa a nível do meio rural está a escassear, por um lado, devido à fuga dos jovens do campo para cidade, o que deixa, de certa maneira, as empresas agrícolas familiares com uma força de trabalho em decadência”, advertiu o director provincial da ADRA em Malanje, Fernando Santos.

O apoio às empresas agrícolas familiares é necessário para superar os encargos com a preparação mecanizada das terras aráveis para garantir a segurança alimentar.

Santos defendeu que a ausência de incentivos deixará os camponeses suspensos na agricultura de subsistência.

Sessenta e seis beneficiários directos, num agregado de 1.350 pessoas. receberam da ADRA, através do Banco de Comercio e Industria (BCI), mais de 30 milhões de kwanzas em crédito agrícola de campanha.

Com o montante disponibilizado 16 associações de camponeses da comuna do Cota, município de Calandula devem reparar 450 hectares de terras aráveis, dos quais 70 por cento da área já foi realizado, como precisou o responsável.

“Significa que o processo está em curso e as possibilidades das populações poderem reembolsar o crédito são evidentes, por que eles vão utilizar da melhor forma o crédito que receberam”, garantiu o responsável da ADRA.

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