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Trabalhadores angolanos na antiga RDA desmentem o Governo

  • Manuel José

O processo se arrasta há 27 anos e está actualmente a ser analisado pela primeira Comissão da Assembleia Nacional.

O Ministério da Administração Publica Trabalho e Segurança Social (MAPTESS) foi mentir à Televisão Pública sobre o processo de pagamento de salários dos ex trabalhadores angolanos na antiga RDA, diz a Associação que representa esta classe.

O vice-presidente da Associação dos antigos trabalhadores angolanos na
Alemanha do Leste Apolinário Mateus tratou de fazer o desmentido.



"Muitas coisas que foram ditas não condizem com a realidade, o MAPTESS deve-nos há mais de 20 anos, mas quer apenas dividir para
melhor reinar", disse.

O vice-presidente dos ex trabalhadores angolanos apresentou o valor
global da divida que ultrapassa os trezentos milhões de dólares:"Nós somos 1676 elementos, cada um de nós transferiu da Alemanha 219 mil dólares, multiplicando este valor por 1676 trabalhadores, o que dá um valor total de 367 milhões e quarenta e quatro mil dólares"

Outra informação desmentida pela associação de ex trabalhadores é a
relativa ao advogado da classe que, segundo Apolinario Mateus, há muito
deixou de ser Sergio Raimundo.

Outro elemento que também aparece a negociar com o Miistério do Trabalho como sendo presidente da associação dos ex trabalhadores angolanos na antiga RDA
é o senhor Santana que para a associação.

"O senhor Santana Delvas que vem se apresentando como presidente da nossa associação é uma mentira porque este senhor é apenas um elemento preparado e usado pelo MAPTESS", disse Mateus.

Para os antigos trabalhadores angolanos na Alemanha comunista a
postura do Ministério do Trabalho é incompreensível: "Má fáe, uma atitude vergonhosa não vejo o que que o ministério ganha com isto", concluiu Apolnário Mateus.

Todas as baterias dos ex trabalhadores estão agora viradas para a
reunião com o colectivo marcada para o dia 11 de Janeiro, para decidir
o que fazer.

A Voz da América tentou e uma vez mais sem sucesso obter a reaccao do
Ministério da Administração Publica Trabalho e Segurança Social, num
processo que já se arrasta há 27 anos e que neste momento está a ser
analisado pela primeira Comissão da Assembleia Nacional.

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