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Ex-ministro brasileiro preso e acusado de liderar operação de corrupção

  • Redacção VOA

APTOPIX Brazil Political Crisis

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O ex-ministro dos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, Paulo Bernardo, e outros cinco presos na Operação Custo Brasil presos nesta quinta-feira, 23, já estão em São Paulo, onde vão ser ouvidos pela justiça nesta sexta-feira.

Bernardo, que foi ministro do Planeamento do Governo Lula da Silva e das Comunicações no primeiro Executivo Dilma Rousseff, é suspeito de integrar uma organização criminosa que desviou milhões de reais através de um serviço de gestão de crédito consignado a funcionários públicos.

A empresa contratada para o serviço, o Grupo Consist, cobrava mais do que devia e repassava 70 por cento do seu facturamento para o PT e para políticos, segundo informaram a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal.

As luvas atingiram entre 2009 e 2015 cerca de 100 milhões de reais (28 milhões de dólares).

Ao todo, 11 mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.

Oito suspeitos foram presos (sendo dois deles em São Paulo), outros dois ainda não foram encontradas e um já estava na cadeia.

Logo pela manhã, a sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo foi cercada por oito homens do grupo de pronta intervenção da PF, um equipa de elite treinada para controlar distúrbios.

Lá dentro, agentes federais vasculharam armários e gavetas.

Os documentos recolhidos foram levados para a sede da PF na capital paulista.

Segundo os investigadores, o esquema de corrupção começou em 2009 e só terminou em Agosto do ano passado, quando a Operação Lava-Jato deflagrou a Operação Pixuleco, que deu as pistas para a operação realizada nesta quinta-feira.

A defesa de Paulo Bernardo negou que a contratação da Consist teve o seu aval e chamou a prisão do ex-ministro de ilegal.

O PT classificou a acção da PF de "midiática" e disse que há uma tentativa de criminalizá-lo.

Por sua vez, a Consist disse que sempre colaborou com a Justiça e as investigações.

Ao todo, foram expedidos 65 mandados judiciais, sendo 11 de prisão preventiva, 40 de busca e apreensão e 14 de condução coercitiva, quando a pessoa é levada a prestar depoimento.

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