Links de Acesso

Antigos militares angolanos perdem esperanças de obter pensões

  • João Marcos

Desmobilizados das FAPLA

Desmobilizados das FAPLA

Vice-presidente Manuel Vicente remete responsabilidade para os Governos locais.

O Governo angolano diz que 112 mil desmobilizados de guerra foram reintegrados, mas está em divida para com 230 mil outros antigos militares, que continuam à espera de pensões.

Para o efeito, membros desse grupo têm se deslocado aos centros de recrutamento militar para o recenseamento solicitado pelo Ministério da Defesa.

"Fomos agarrados na rua, íamos combater sem inscrições. Hoje, em paz, não somos valorizados, nunca recebemos nada," reclama um deles.

O ex-militar acrescenta que "não estudámos, não temos emprego e, por isso os nossos filhos não têm condições para estudar. Não recebemos 10 Kwanzas sequer, vamos esperar com esta inscrição", lamenta.

Estes antigos guerrilheiros ficaram a saber agora que não mais haverá pensões.

Na hora do reconhecimento da falta de dinheiro, o vice-presidente Manuel Vicente deixou claro que caberá aos Governos provinciais a criação de condições para pequenos negócios a favor dos desmobilizados

Enquanto isso, 600 mil pessoas - militares e seus dependentes - continuam a experimentar inúmeras dificuldades.

O primeiro caminho, já descartado, apontava para um fundo que deveria ter sido criado mediante descontos salariais na função pública.

Por outro lado, a VOA sabe que os antigos efectivos do extinto MINSE criticam o que chamam de falta de sensibilidade do Governo.

Mostrar Comentários

XS
SM
MD
LG