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EUA rejeitam alegação russa sobre ataque químico na Síria

  • Redacção VOA

Embaixadora Nikki Haley mostra fotos do ataque

Donald Trump diz que ataque passou todos os límites

Autoridades norte-americanas rejeitaram nesta quarta-feira, 5, a alegação da Rússia de que os rebeldes sírios são culpados por um ataque com gás sarin, e não o Presidente da Síria, Bashar al-Assad.

A embaixadora americana na ONU Nikki Haley indicou uma possível acção unilateral em resposta ao que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou de uma "afronta à humanidade".

Trump afirmou que o ataque atravessou vários limites, quando perguntado se havia atravessado algum limite, em referência à ameaça de seu antecessor, Barack Obama, de derrubar Assad com ataques aéreos caso o regime sírio usasse armas químicas.

Os comentários, feitos dias após Washington ter dito que sua política diplomática para a Síria não estava mais focada em forçar Assad a deixar o poder, ampliou as diferenças entre a Casa Branca e o Kremlin após sinais iniciais de conciliação com a chegada de Trump ao poder.

O Governo da Rússia afirmou que Assad não é culpado pelo ataque com gás venenoso em seu país, enquanto países ocidentais culparam as Forças Armadas de Assad pelo pior ataque químico na Síria em mais de quatro anos, que matou dezenas de pessoas na cidade de Khan Sheikhoun, situada numa área dominada por rebeldes, na terça-feira.

Washington disse acreditar que as mortes foram causadas por gás nervoso sarin lançado por aeronaves sírias, mas Moscovo ofereceu uma explicação alternativa que blindaria Assad: o gás venenoso pertencia aos rebeldes e saiu de um depósito de armas atingido por bombas do exército governamental.

Duas autoridades norte-americanas, falando sob condição de anonimato, rejeitaram o relato russo: "As afirmações russas não condizem com a realidade".

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a França apresentaram um esboço de resolução ao Conselho de Segurança da ONU que atribui a culpa a Damasco.

Mas o Ministério das Relações Exteriores russo chamou a resolução de "inaceitável" e disse que ela se baseia em "informações falsas".

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia irá levar o caso à ONU culpando os insurgentes pelo envenenamento.

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