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EUA: Referendo no Sudão é "ocasião histórica"


P. J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado

P. J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado

O porta-voz do Departamento de Estado P.J. Crowley afirma que a votação está a decorrer da melhor maneira.

11 Jan 2011 - O porta-voz do Departamento de Estado P.J. Crowley afirma que a votação está a decorrer da melhor maneira.

Crowley baseou os seus comentários nos relatórios do especial dos Estados Unidos para o Sudão, Scott Gration, que visitou mesas de voto no segundo dia da votação do histórico referendo de independência.

“É uma ocasião histórica para África e, acima de tudo, e mais importante, para o povo do Sul do Sudão. O referendo começou quando devia, e há o material e o pessoal necessários - disse Crowley acrescentando - apesar de algumas instâncias de violência, a atmosfera era ordeira e pacífica. Há uma presença robusta de observadores nas secções de voto, e acho que o referendo arrancou da melhor forma.”

O referendo é parte do acordo de paz assinado em 2005 e que colocou ponto final em 21 anos de guerra entre a maioria muçulmana do norte e o sul na sua maioria cristão. O presidente sudanês, Omar al-Bashir prometeu aceitar os resultados.

O enviado especial norte-americano visitou várias secções de voto no Sul sudanês e está agora já em Juba, de onde viajará, no final da semana, para o Darfur, juntamente com o novo responsável da administração norte-americana para o Darfur, o embaixador Dane Smith.

Durante a visita ao Darfur, os dois deverão encontrar-se com responsáveis governamentais locais, e líderes das missões das Nações Unidas e da União Africana, bem como de grupos da sociedade civil.

Um referendo separado deveria estar também a ter lugar na região fronteiriça de Abyei, rica em petróleo, mas foi adiada por várias razões. Em vez do referendo, o que se registou em Abyei foi violência entre a tribo Misseriya, pró-Cartun, e residentes locais de outras tribos e forças da segurança.

Para alguns analistas apesar de se ter garantido internacionalmente a realização do referendo, a estabilidade a longo prazo da região assenta na capacidade do norte e do sul conseguirem desenvolver um relacionamento pós-acordo de paz.

Outros mencionam a existência de grande nervosismo e volatilidade, uma vez que há ainda muitas e importantes questões que o referendo não resolve, como a demarcação de fronteiras, a partilha dos proventos do petróleo que existe no sul e que é escoado através de condutas na região norte, bem como o que vai acontecer com a região de Abyei.

Os resultados do referendo devem ser conhecidos no princípio de Fevereiro.

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