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EUA pedem respeito pelos direitos humanos em Angola

  • Redacção VOA

Todd Haskell, o subsecretário adjunto para os Assuntos Africanos do Departamento de Estado americano

Todd Haskell, o subsecretário adjunto para os Assuntos Africanos do Departamento de Estado americano

Todd Haskell saliente progressos em Angola, mas pede respeito pelos princípios democráticos e da desobediência civil

Os Estados Unidos reiteraram que Angola é um dos três parceiros especiais em África, juntamente com a Nigéria e a África do Sul e reconheceram que o país tem feito avançados significativos.

Ao intervir na conferência Perspectivas sobre a Transparência, Direitos Humanos e Sociedade Civil em Angola, aqui em Washington, Todd Haskell aplaudiu os progressos alcançados por Angola, mas pediu “que o Governo se empenhe na defesa nos princípios democráticos, direitos humanos, liberdade de expressão e transparência para que sejam atingidos os desafios do presente”.

“É imperativo que os cidadãos angolanos possam participar em actos de desobediência civil de forma consequente e construtiva”, defendeu Todd Haskell que reiterou que o Governo americano tem defendido esta posição junto do Executivo de Luanda.

Rafael Marques e António Luvualu de Carvalho

Rafael Marques e António Luvualu de Carvalho

Todd Haskell revelou ter informações de jornalistas que “foram intimidados ou presos por desempenharem a profissão”.

Quanto às redes sociais, ele disse que constituem uma plataforma importante, "que está a tornar-se relevante cada vez mais", ao promover discussões.

Por isso, reiterou Haskell, "as recentes considerações do Governo sobre a limitação de liberdade de expressão nas redes sociais são preocupantes".

O governante reiterou esperar uma “forte cooperação entre os nossos dois países a nível governamental mas também com a sociedade civil e com uma imprensa livre”.

Na conferência participaram também o embaixador itinerante angolano para Questões Políticas António Luvualu de Carvalho, o jornalista e activista Rafael Marques e o embaixador Princeton Lyman, do Instituto para a Paz dos Estados Unidos.

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