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EUA: Conselheiro de Trump não quer usar expressão "terrorismo radical islâmico"


Tenente-General H.R. McMaster - Conselheiro para a Segurança Nacional dos Estados Unidos

O novo conselheiro para a Segurança Nacional dos Estados Unidos disse que muçulmanos que levam a cabo actos terroristas estão a corromper o Islão, afastando-se da posição ideológica de outros conselheiros séniores do Presidente Donald Trump.

De acordo com o jornal New York Times, o Tenente-General H.R. McMaster disse aos membros do Conselho de Segurança Nacional que a utilização da expressão “terrorismo radical islâmico” é contra-produtiva porque as acções dos terroristas são “anti-islâmicas”.

As declarações de McMaster foram feitas na Quinta-feira, 23 de Fevereiro, na sua primeira reunião com os membros do conselho, Segundo disseram participantes da reunião.

Os seus comentários contradizem a linguagem usada frequentemente pelo Presidente Trump e pelo antecessor de McMaster, Michael Flynn, que se demitiu do cargo depois de ter induzido erroneamente a administração Trump, incluindo o Vice-Presidente Mike Pence, sobre a chamada telefónica estabelecida com um diplomata russo.

A linguagem de McMaster é mais consistente com as posições de antigos presidentes americanos, como Barack Obama e George W. Bush. Ambos foram bastante cuidadosos em separar actos terroristas da fé islâmica, em parte, porque os Estados Unidos precisam também de aliados muçulmanos para ajudá-los a combater o terrorismo.

Não se sabe ainda a extensão da influência dos comentários do novo conselheiro para a Segurança Nacional na Casa Branca, mas é de conhecimento geral que os principais conselheiros do Presidente têm uma percepção diferente do Islão. O chefe de estratégia da Casa Branca, Steve Bannon alertou para uma possível batalha entre o mundo cristão-judeu e o Islão.

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