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EUA aceitam presidente interino da Guiné-Bissau


Serifo Nhamadjo, em campanha eleitoral. O dissidente do PAIGC foi derrotado na primeira volta das presidenciais por Carlos Gomes Júnior, que foi enviado para a Costa do Marfim

Serifo Nhamadjo, em campanha eleitoral. O dissidente do PAIGC foi derrotado na primeira volta das presidenciais por Carlos Gomes Júnior, que foi enviado para a Costa do Marfim

Decisão coloca Washington ao lado da CEDEAO contra a ONU e o PAIGC

Os Estados Unidos aceitaram o novo presidente interino Serifo Nhamadja, nomeado em consequência do golpe de estado na Guiné-Bissau.

Uma porta-voz do Departamento de Estado americano elogiou as negociações conduzidas pela CEDEAO e saúda "a nomeação negociada pela CEDEAO de Serifo Nhamadjo como líder de um governo de transição".

"Exortamos todas a partes a aceitarem-no e a cooperarem para que haja estabilidade, primado da lei, democracia, prosperidade e respeito pelos direiros humanos na Guiné-Bissau", disse a porta-voz.

Os Estados Unidos dizem, ainda, que um plano de acção para este período transitório na Guiné-Buissau deve "respeitar o direito constitucional e incluir todas as partes nacionais".

"Antes de se considerarem outras opções devem ser esgotados todos os esforços para ser alcançada uma solução negociada", defende a porta-voz.

A posição americana aumenta o isolamento do PAIGC, que não reconhece Nhamadjo, posição também assumida pela CPLP e pela ONU.

As reacções iniciais ao golpe do mês passado, incluiam a exigência unânime (da CEDEAO, União Africana, ONU e CPLP) de regresso à normalidade constitucional. Isso comportava o regresso de Raimundo Pereira à presidência interina, a retomada de funções da Assembleia Nacional onde o PAIGC tinha maioria, e a conclusão do processo eleitoral com o ex-primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior a liderar no fim da primeira volta.

Os militares apresentaram o seu próprio plano de regresso a um governo civil, que incialmante foi rejeitado. O plano incluia a formação de um conselho de transição que nomearia um executivo com a missão de preparar eleições dentro de um ou dois anos.

Mas num volte face, a CEDEAO aceitou quase na íntegra o plano dos golpistas - as funções do conselho de transição ficaram a cargo do que resta da Assembleia Nacional e o periodo de transição foi encurtado para um ano.

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