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Estudantes universitários criticam preço das habitações sociais em Angola

  • Manuel José

Estudantes universitários acreditam que 4 milhões de cuanzas, ou 40 mil dólares, por cada casa social não corresponde ao rendimento médio do cidadão angolano.

O preço definido para cada habitação social a ser construida pelo Governo angolano em todo país é "exorbitante", segundo estudantes universitários ouvidos pela VOA.

Os estudantes universitários acreditam que 4 milhões de kwanzas, ou 40 mil dólares, por cada casa social não corresponde ao rendimento médio do cidadão angolano.

O estudante Alberto Afonso, por exemplo, pede um período grande de anos para que o jovem saído das universidades possa ter poder de compra para adquirir uma casa: “Depois do jovem formado ele deve ter um período de muitos anos para poder pagar uma prestação até um determinado tempo para que possa ter casa própria"

Por sua vez, o estudante Bruno de Sousa discorda e acha que antes de qualquer política habitacional o Governo devia primeiro resolver o problema do desemprego.

"Primeiro tem que se criar políticas de diminuição do desemprego porque o indivíduo sem emprego não vai conseguir ter uma casa nem sobreviver mesmo que tenha uma casa", diz Sousa.

Bruno de Sousa vai buscar o exemplo das centralidades para argumentar a sua tese. "Por isso é que temos nas centralidades o Governo a reclamar que as pessoas não estão a pagar as casas porque a maioria dos jovens está no desemprego e não tem dinheiro".

Quem partilha da mesma opinião é a estudante Adelina Mambo: "Todos os cidadãos têm direito a um emprego por mais que o salário seja baixo, depois sim, vêm os projectos habitacionais e as casas devem ser vendidas de acordo com o salário de cada pessoa".

Por seu lado, a estudante Lusimere de Sousa critica o preço taxado para as casas do futuro projecto habitacional para o país.

"Antes deviam analisar quanto ganha o angolano em vez de estarem por aí a vender casas a preços exagerados porque nem todo angolano ganha bem", alerta Sousa.

Dina Alfeco, outra estudante universitária, diz que o governo quando elabora os projectos habitacionais não pensa nos cidadãos de baixa renda.

O economista e professor universitário Fernando Pedro Gomes alinha na mesma ideia da estudante: "o problema da habitação em Angola é crónico e parece-me que os projetos são dirigidos para outras pessoas e não os angolanos já o salário dos angolanos é muito baixo num país que diz possuir muita riqueza; o funcionário publico ganha mal não consegue suportar estas despesas e tem que partilhar com outras despesas para fazer face a uma casa", conclui o professor.

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