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Estudantes moçambicanos na África do Sul sofrem com crise nas universidades

  • Simião Pongoane

O movimento estudantil pelo ensino superior gratuito na África do Sul continua activo e mais violento, com actos que têm prejudicado estudantes estrangeiros que frequentam as universidades no país.

O ano académico de 2016 está em risco em algumas universidades públicas.

Duas estudantes moçambicanas na Universidade de Pretória dizem sentir-se afectadas pela situação.

Angybell Tembe está no terceiro ano do curso de línguas e paga cerca de 50 mil randes por ano e 5 mil de renda de casa.

Mas desde Setembro ela não tem acesso ao campus universitário por causa dos protestos.

Kiana Gouveia, do segundo ano de contabilidade, paga cerca de 80 mil randes por ano e, depois de falar com os pais, acha que a melhor solução é regressar a casa.

Outras alternativas

No próximo ano académico, oito moçambicanos vão fazer cursos superiores do nível de Mestrado na Austrália.

Os bolseiros concorreram em Moçambique, através da Internet, e trabalham nos sectores público e privado. A Austrália concede 100 bolsas de estudo por ano a 11 países africanos, mas o ensino superior não é gratuito, como diz Stacey Walker, primeira secretária da Embaixada Australiana em Pretória.

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