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Estudante angolana conta experiência de estudar no Brasil

  • Danielle Stescki

Estudante de Biomedicina Teresa Soares Campos

Estudante de Biomedicina Teresa Soares Campos

“Se nós tivermos um bom foco e soubermos o que nos trouxe aqui a gente leva uma boa bagagem para dar o contributo ao nosso país, que precisa muito,” explica Teresa Soares Campos.

Teresa Soares Campos, de 26 anos, está a cursar o 6º período do curso de Biomedicina na Faculdade de Talentos Humanos (FACTHUS) em Uberaba, Minas Gerais.

Está a estudar por conta própria e conta com o dinheiro enviado pelos pais para pagar as despesas com os estudos, a moradia e a alimentação.

Ela, como muitos angolanos que estudam no estrangeiro, também enfrenta dificuldades para receber o dinheiro que os pais lhe enviam de Angola.

“É uma situação muito precária, e muito difícil mesmo, porque as divisas lá em Angola, por conta da crise, estão muito difíceis. As casas de câmbio não estão a funcionar. Elas ajudavam a fazer as transferências de dinheiro".

Campos passa por essa situação desde Outubro. Uma alternativa que tem para receber dinheiro é pedir aos colegas que lhe emprestem um cartão Visa, mas diz que os descontos são exorbitantes. “Eles mandam bastante e a gente recebe pouco”.

Teresa Soares Campos e colegas

Teresa Soares Campos e colegas

Sobre os estudos no Brasil, ela diz que gosta da experiência e acha o povo brasileiro muito caloroso e receptivo.

Também está bastante satisfeita com a faculdade pois é bem equipada, oferece fácil acesso ao conhecimento e oportunidades de estágio, além de aulas práticas desde o primeiro período.

Teresa Soares Campos

Teresa Soares Campos

“Dão muita oportunidade mesmo para você conhecer e sair com uma boa bagagem”.

Campos terminará os estudos em 2018, e após a colação de grau no início de 2019, voltará a Angola.

“Se nós tivermos um bom foco e soubermos o que nos trouxe ao Brasil, a gente leva uma boa bagagem para dar o contributo ao nosso país, que precisa muito”.

Ela quer contribuir nas áreas da ciência, pesquisa e diagnóstico de doenças.

Confira a entrevista na íntegra.

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