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Estados Unidos e União Europeia propõem auditoria forense às dívidas de Moçambique

  • Alfredo Júnior

Dean Pittman, Embaixador dos Estados Unidos em Moçambique

Dean Pittman, Embaixador dos Estados Unidos em Moçambique

Em encontros com Filipe Nyusi defendem ser a melhor forma do país recuperar a credibilidade internacional.

O Embaixador dos Estados Unidos da América e o representante da União Europeia em Maputo defenderam durante encontros separados com o Presidente moçambicano nesta sexta-feira, 10, uma auditoria forense sobre as chamadas dívidas secretas como forma de recuperar a credibilidade do país junto dos seus credores.

Dean Pittman, chefe da representação diplomática americana em Maputo,manifestou abertura para contribuir para a paz.

"Nós estamos disponíveis para fazer qualquer coisa porque somos parceiros e amigos de Moçambique, daí que queremos a mesma coisa que o povo moçambicano quer que é a Paz”, reiterou Pittmam aos jornalistas, adiantando que sobre as dívidas “o Governo deu esta semana são muito bons, mas é o início”.

“A confiança da comunidade internacional é baixa e Governo tem que aumentar a credibilidade e acreditamos que o Governo precisa fazer uma auditoria forense independente para saber exactamente o que aconteceu e também o que vai fazer para frente", sublinhou Dean Pittman.

Por seu turno, Seven Burgsdorff, representante da União Europeia que também se encontrou com Filipe Nyusi, , considerou que Moçambique já deu bons passos para restabelecer a confiança dos doadores e disse acreditar que a missão do Fundo Monetário Internacional poderá ajudar a devolver a confiança.

"Não falamos das mercadorias que eventualmente foram adquiridas dentro dos empréstimos da ProIndicuse MAM porque ainda não existe uma auditoria forense que nos indica qual é a situação. Neste momento os doadores reunidos no grupo G14 estão a avaliar as consequências e a possibilidade de continuar com os apoios ao Orçamento Geral do Estado em função dos empréstimos contraídos para essas empresas enquanto não existir uma avaliação”, explicouBurgsdorff.

Recorde-se que, na quarta-feira, 8, a Alta-Comissária do Reino Unido em Maputo exigiu uma auditoria judicial internacional para averiguar as chamadas dívidas escondidas por Moçambique.

Joanna Kuenssberg referiu que esta auditoria pode ajudar a devolver a confiança que o Governo britânico tinha em Moçambique

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