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Estados Unidos confirmam decapitação de jornalista americano


Esta foto não data foi retirada de um vídeo do GlobalPost publicado em Abril 7, 2011. Mostra o jornalista freelancer James Foley em Bengazi, Líbia.

Esta foto não data foi retirada de um vídeo do GlobalPost publicado em Abril 7, 2011. Mostra o jornalista freelancer James Foley em Bengazi, Líbia.

O serviço de Inteligência americano confirmou esta Quarta-feira, 20, a autenticidade do video que mostra a decapitação do jornalista americano James Foley, pelo Estado Islâmico na Síria.

O grupo extremista sunita publicou um vídeo na Internet na Terça-feira, assumindo ter morto Foley em retaliação aos ataques aéreos americanos, que têm como alvo grupos em confrontos no norte do Iraque.

O Estado Islâmico ameaçou, no mesmo vídeo, matar um segundo refém, Steven Joel Sotloff outro jornalista americano.

Foley desapareceu a 22 de Novembro de 2012, depois de ter sido raptado por homens armados não identificados.

A família Foley, em New Hampshire prestou tributo ao freelancer de 40 anos e pede que os outros reféns sejam poupados.

"Como o Jim, eles são inocentes. Não têm qualquer controlo sob a política americana no Iraque, Síria ou em qualquer parte do mundo".

Numa declaração publicada no perfil de Facebook atribuído à mãe do jornalista, ela diz:"Ele deu a sua vida tentanto mostrar ao mundo o quanto sofre o povo da Síria".

'Messagem para a América'

O vídeo publicado pelo Estado Islâmico com o título "Mensagem para a América" mostra o jornalista James Foley de joelhos deixando uma mensagem à família, amigos e ao Presidente Obama, no deserto, com um homem de pé, vestido de preto e empunhando uma faca ao seu lado.

Nas suas últimas palavras, Foley pede aos amigos e familiares que se oponham à política americana.

“A minha mensagem para os meus queridos pais, guardem-me alguma dignidade e não aceitem qualquer mera compensação pela minha morte, das mesmas pessoas que efectivamente cravaram o último prego no meu caixão com a sua recente campanha aérea no Iraque", disse Foley.

O homem de negro ao lado de Foley acusou os Estados Unidos de terem ido longe demais "ao meterem-se nos [seus] assuntos", acrescentando que as forças americanas os atacam o Iraque diariamente e que já não estão a atacar uma insurgência, mas um exército organizado.

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