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Especialistas pedem políticas que protejam o meio ambiente em África

  • Francisco Júnior

Conferência em Maputo debate impacto de mudanças climáticas

Conferência em Maputo debate impacto de mudanças climáticas

Ambientalistas dizem que as "políticas verdes" são poluidoras e não resolvem o problema.

A organização não-governamental moçambicana Justiça Ambiental organizou uma conferencia internacional para discutir o problema das mudanças climáticas.

A conferência, que teve lugar em Maputo e durou três dias, terminou com a adopção de uma declaração na qual se exige que os países, especialmente, os grandes poluidores, tomem medidas para acabar com uma crise que já está a ter impactos muito negativos na vida das comunidades de países pobres, como Moçambique.

África sempre foi uma fonte privilegiada de fornecimento de matérias-primas.

Ainda hoje, os recursos são extraídos, levados de comboio para os portos e depois para fora do continente, que tem sido chamada de segunda região com crescimento mais rápido do mundo, a seguir à Ásia.

No entanto, a quem esse crescimento tem beneficiado?

Esta é a pergunta que fazem os ambientalistas para quem a via de desenvolvimento que a maioria dos estados africanos está a seguir, segue os mesmos velhos modelos de extrativismo, exportações de petróleo e gás.

Por outras palavras, um desenvolvimento orientado para exportação e sem ter em consideração as pessoas mais pobres e vulneráveis do continente, e beneficiando apenas as elites.

Anabela Lemos, directora de Justiça Ambiental

Anabela Lemos, directora de Justiça Ambiental

O modelo económico dominante nunca serviu os habitantes de África, dizem ainda as mesmas fontes manifestando muita preocupação em relação aos impactos das mudanças climáticas.

Apesar de não ter nenhuma responsabilidade histórica, Moçambique e os outros países africanos já estão a sentir os efeitos da poluição e de outros males que estão a tornar a terra mais pobre.

Anabela Lemos é a directora da Justiça Ambiental, uma organização não-governamental com sede em Maputo, criada em 2004 com o objectivo de lutar contra as injustiças sociais e ambientais e que organizou esta semana uma conferência internacional em Maputo.

Para além de peritos, participaram académicos e representantes de comunidades locais de todas as províncias moçambicanas e de quase todos os países da região austral africana.

No final do encontro, foi lançada uma declaração, na qual se exigem soluções reais para a crise climática que afecta o mundo.

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