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Especialistas defendem estado de emergência de saúde pública em Angola

  • Redacção VOA

Em causa a febre amarela, cujos números oficiais levantam suspeitas.

O número de vítimas da febra amarela em Angola chegou a 293 de acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde.

Especialistas defendem que o Governo deve decretar o estado de emergência de saúde pública.

Em cinco meses, Luanda continua a liderar as estatísticas com um total de 195 mortes e 1.415 casos.

O especialista em Saúde Pública Maurílio Luyele diz que a dimensão que atingiu o surto da febre amarela devia obrigar o Governo a decretar o estado de emergência de saúde pública na tentativa de arregimentar mais apoios internos e externos.

“Não se vislumbram medidas enérgicas no sentido do combate ao vector do mosquito e isto representa um perigo para a propagação internacional de doença”, declarou.

Entretanto, Maurílio Luyele alerta que as estatísticas actuais sobre o número de vitimas em Angola não são reais.

Francisco Tunga Alberto, do Conselho dos Direitos Humanos, corrobora a posição de Luyele, reiterando que o Governo devia decretar o estado de emergência aos primeiros sinais do alastramento do surto de febre amarela no país.

Aquele especialista também afirma que os números oficiais das vítimas da epidemia de febre amarela estão aquém da realidade.

“Basta olharmos para o surgimento de cemitérios clandestinos para se ter uma ideia da dimensão das mortes não declaradas”, reiterou.

A nível oficial, o Ministério da Saúde deu a epidemia por “controlada”, enquanto a OMS alertou para o registo de contágio a outras províncias e propagação a países vizinhos.

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