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Especialista defende reforço do combate à Sida em Angola

  • Redacção VOA

Governo diz que 250 mil pessoas vivem com a doença.

O Ministério angolano da Saúde revela que cerca de 250 mil pessoas vivem com o vírus do VIH/Sida.

Desse total, ainda de acordo com o Governo, são conhecidas 180 mil, das quais mais de 137 mil têm acompanhamento médico e cerca de 70 mil encontram-se sob terapia anti-retroviral.

O especialista em saúde pública, Maurílio Luyele considera, entretanto, que os números oficiais pecam por defeito devido à debilidade do sistema de informação do Ministério da Saúde e advertiu que o número de seropositivos no país está a crescer.

“O que significa que a eficácia do programa (de combate ao HIV-Sida) é questionável”, aponta o especialista, que defende a necessidade do reforço dos programas de investigação, informação e educação da população.

O médico sugere também a descentralização do tratamento dos doentes a outros hospitais e a transformação do actual Hospital Sanatório num centro de referência do tratamento de doenças infecciosas.

Luyele também propõe a melhoria do acesso ao tratamento anti-retroviral.

O Governo afirma que pretende tratar com anti-retrovirais (TARV) até 90 por cento de mulheres grávidas seropositivas e de igual percentagem de adultos, adolescentes e crianças elegíveis em todo o país.

Outra meta do Executivo visa eliminar novas infecções pelo VIH em crianças, garantindo que logo após o seu diagnóstico, 90 por cento das mulheres grávidas seropositivas tenham acesso ao tratamento.

Até 2015, Angola esteve entre os 22 países prioritários do Plano Mundial para a Eliminação da Transmissão Vertical do HIV/Sida e beneficiou do apoio técnico da Organização Mundial da Saúde.

Os factores condicionantes da dinâmica de epidemia são apontados como sendo de natureza social, económica e cultural, nomeadamente o analfabetismo, a elevada migração e novos assentamentos populacionais, a pobreza e as desigualdades de género.

Dados oficiais apontam que a epidemia da Sida em Angola é caracterizada por uma prevalência global estimada em 2,38 por cento em adultos dos 15 aos 49 anos de idade.

Em Nova Iorque, começa nesta quarta-feira, 8, uma cimeira de alto nível da ONU sobre a Sida.

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