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Escolha de candidato presidencial expõe divisões na Frelimo

  • Simião Pongoane

Edifício da Presidência de Moçambique inaugurado a 24 Janeiro 2014

Edifício da Presidência de Moçambique inaugurado a 24 Janeiro 2014

Filipe Nyusi foi eleito por 135 membros do Comité Central de um total de 197 presentes.

OComité Central da Frelimo, no poder em Moçambique, elegeu Filipe Nyusi, actual ministro da Defesa Nacional, para candidato do partido às eleições presidenciais de Outubro.


Nyusi foi eleito na segunda volta de um escrutínio para o qual concorreram outros quatro candidatos: José Pacheco, Alberto Vaquina, Luísa Diogo e Aires Aly.

Nyusi foi eleito por 135 membros do Comité Central de um total de 197 presentes na sessão derrotando a antiga primeira-ministra, Luísa Diogo que teve 61 votos.

O editor do Jornal Diário de Moçambique, editado na cidade da Beira, Alexandre Chiure, considera que a Frelimo pode ter problemas nas eleições gerais de Outubro.

“Este pode ser apenas candidato do partido. Quero recordar que quando Filipe Nyusi, Alberto Vaquina e José Pacheco foram lançados pela Comissão Politica da Frelimo como pré-candidatos o povo disse que não tinham perfil. Enquanto os membros do Comité Central votavam nas casas as pessoas também faziam o mesmo escolhendo Luísa Diogo “, disse Alexandre Chiure.

Luísa Diogo aceitou a derrota e prometeu trabalhar com o candidato vencedor para garantir a vitória da Frelimo. O próprio candidato Filipe Nyusi, ministro da Defesa Nacional desde 2008, promete trabalhar com todos os derrotados.

“Desde o início quando me disseram que era pré-candidato pensei sempre na coesão. Vou trabalhar com todos os moçambicanos e com os meus camaradas do partido “, prometeu Filipe Nyusi.

Eram cinco os pré-candidatos que disputaram o lugar de candidato da Frelimo que pode dar acesso a Presidente da República, substituindo Armando Guebuza, cujo segundo e último mandato termina em finais deste ano.

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