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"Eles queriam apenas manifestar", diz advogado de 37 desmobilizados das FALA

  • Coque Mukuta

Entrada do Tribunal Provincial de Luanda

Acusação diz que eles pretendiam atentar contra o Presidente da República

O advogado de 37 militares desmobilizados das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), braço militar da UNITA, que estão a ser julgados no Tribunal Provincial de Luanda por associação de malfeitores e atentado contra o Presidente da República na forma frustrada, diz que eles apenas queriam manifestar-se para exigir a sua inserção na caixa social das Forças Armadas angolanas.

A acusação, no entanto, garante que a Polícia Nacional apreendeu várias armas de fogo com o grupo.

Os réus, detidos pela Polícia Nacional na noite de 30 de Janeiro, são, na sua maioria, militares desmobilizados das FALA durante a guerra civil, que terminou em 2002.

Segundo o despacho de pronúncia lido na sexta-feira, 2, um dos dois que se encontram em fuga acredita que Jonas Savimbi está vivo.

Sebastião Assureira, membro da equipa de advogados, afirma que os réus queriam única e simplesmente manifestar para exigir a sua inserção na caixa social das Forças Armadas angolanas.

“Todos eles confirmam que vieram das províncias para pacificamente se manifestarem para serem inseridos na caixa social”, garantiu Assureira.

Em posse dos arguidos, a Polícia Nacional apreendeu oito armas de fogo do tipo AKM, uma pistola makarov, 12 carregadores, 26 catanas, 11 pares de fardamento, entre outro material.

O causídico entende que “apenas três dos 37 arguidos podem ser condenados por posse de armas e falsificação de documentos”.

Dois acusados continuam ainda em parte incerta e os restantes estão detidos preventivamente na Cadeia da Comarca de Viana.

Refira-se que entre as testemunhas que serão ouvidas está um kimbanda, ou seja um curandeiro.

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