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Eleições em Moçambique exige formação de delegados de mesa

  • Francisco Júnior

Cláudio Langa, Director Nacional de Formação e Educação Cívica do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral

Cláudio Langa, Director Nacional de Formação e Educação Cívica do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral

Iniciou a formação de 131 mil candidatos a mesas das assembleias de voto.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral(STAE) de Moçambique iniciou a formação de 131 mil candidatos a mesas das assembleias de voto.

Em Moçambique, cada mesa de assembleia de voto é composta por sete elementos, sendo um presidente, um vice-presidente, um secretário e dois escrutinadores. Sempre que há eleições, os órgãos eleitorais seleccionam e formam os candidatos a membros dessas mesas.

Para o escrutínio deste ano, dos 7 membros que irão integrar cada uma das mais de 17 mil mesas que serão instaladas em todo o país e nos outros círculos eleitorais moçambicanos existentes no estrangeiro, 4 são selecionados por concurso público e os restantes 3 indicados pelos partidos políticos com assento no parlamento.

Dos 131 mil candidatos que se prevê formar, 75 mil foram selecionados por concurso público e 56 mil indicados pelos três partidos com assento parlamentar.

É a primeira vez desde que o país introduziu a democracia multipartidária, em 1990, que membros de partidos políticos são chamados a integrar as equipas que constituirão as mesas das assembleias de voto.

Esta alteração deve-se ao novo pacote eleitoral aprovado pelo parlamento moçambicano, na sequência dos recentes entendimentos diplomáticos entre a Renamo e o Governo que puseram fim à tensão político-militar no país.

O curso será realizado por fases e terá a duração de 20 dias e um orçamento de 11 milhões de dólares.

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