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Eleições em Moçambique abre período de transição para uma nova realidade

  • Ramos Miguel

Moçambique Presidente Armando Guebuza e Lider da Renamo Afonso Dhlakama

Moçambique Presidente Armando Guebuza e Lider da Renamo Afonso Dhlakama

Observatório eleitoral vai colocar no terreno 400 observadores e 150 mediadores de conflitos.

A campanha eleitoral para as eleições de 15 de Outubro em Moçambique começa no domingo próximo, 31, e pode assinalar a primeira aparição pública do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, que há cerca de um ano encontra-se na serra da Gorongosa.

As eleições vão inaugurar uma nova metamorfose político-institucional por ocorrerem numa altura em que o activismo politico no país mostra que o equilíbrio de forças mudou bastante, sobretudo com a surpreendente ascensão do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que, tal como a Renamo tem estado a bater-se por uma mudança no Governo

Para além do activismo politico, destacam-se também no debate político moçambicano o surgimento da chamada sociedade civil, mais activa, e o facto de os eleitores moçambicanos começarem a mostrar que têm opiniões políticas próprias.

Arão Macanze, líder da Igreja Adventista, diz ser verdade que nos últimos 20 anos a Frelimo procurou reforçar o seu poder político e económico, mas também é verdade que os partidos da oposição estão a influenciar a tomada de decisões políticas, ao mesmo tempo que manifestam a ambição de tirar a Frelimo do poder.

Acrescenta ainda que seja quem for o vencedor, estas eleições marcam sempre uma transição. "Devido à sua importância, porque traduzem uma transição em Moçambique, estas eleições devem ser devidamente acompanhadas pelos observadores e sociedade civil", disse.

O Observatório Eleitoral, uma organização de líderes religiosos e da sociedade civil que tem observado as eleições em Moçambique desde 2003, diz estar a investir muito no acto de Outubro.

"O Observatório Eleitoral pensa entrar nestas eleições com 400 observadores, que vão acompanhar os partidos políticos e os candidatos. Vamos ter também 163 monitores de conflitos que, em parceria com os órgãos eleitorais e os partidos políticos, vão resolver todos os conflitos que forem surgindo", revelou Augusta Almeida, daquela organização.

Por seu lado, a Comissão Nacional de Eleições, na voz do seu porta-voz, Paulo Cuinica, diz que todo e qualquer acto de violência vai ser considerado crime, punível nos termos da lei.

Actos de violência têm-se registado em períodos eleitorais em Moçambique, envolvendo simpatizantes dos diferentes partidos.

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