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Eleições brasileiras: Trocas de acusações marcam último debate televisivo

  • Maria Cláudia Santos

Candidatos Presidenciais Brasil. Outubro 2014

Candidatos Presidenciais Brasil. Outubro 2014

Os três candidatos participaram no debate da Rede Globo de Televisão, que tradicionalmente é realizado três dias antes do pleito.

Trocas de acusações marcaram o último debate na TV entre os candidatos Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves que disputam a presidência do Brasil nas eleições de 5 de Outubro. Para analistas, o embate televisivo que encerrou a campanha política, foi como todo o processo, deficiente de propostas e cheio de trocas de críticas entre os candidatos.

Os presidenciáveis foram para o encontro na Rede Globo de Televisão, que tradicionalmente é realizado três dias antes do pleito, minutos depois da divulgação de mais uma rodada de pesquisas de intenções de votos, dos institutos Ibope e Datafolha.

A nova série reafirmou a liderança de Dilma Rousseff (PT), com mais de 40%. Além disso, os levantamentos confirmam que o segundo lugar está em aberto na corrida, podendo ser conquistado pela candidata Marina Silva (PSB) ou pelo candidato do PSDB, Aécio Neves, com intenções de votos em torno de 20%.

Revigorado com o fôlego que consegui na recta final, o candidato Aécio Neves ironizou no debate declarações da presidente Dilma Rousseff, do PT, sobre economia. “A senhora acabou de nos brindar com uma pérola dizendo que a inflação está sob controle. Provavelmente, a senhora considera também adequado o crescimento do Brasil durante o seu mandato. A senhora fracassou na condução da política econômica brasileira ao longo desses quatro anos”.

A candidata não deixou barato. “Fui bem sucedida quando se compara com o que aconteceu com os governos do partido do qual o senhor é líder que quebraram o país três vezes,” rebateu.

Depois, Aécio Neves virou a artilharia para a adversária Marina Silva acusando a candidata de não ter moral para propor uma nova política. “Candidata Marina, você tem reagido aos graves ataques que lhe tem feito a candidata do PT, mas eu quero lhe lembrar que esse sempre foi a forma de agir do PT, inclusive, durante os 24 anos em que a senhora esteve no Partido e durante o mensalão lá permaneceu. Onde estava a candidata da nova política naquele instante?”

Marina devolveu a acusação: “A nova política, candidato Aécio, estava exatamente na postura de que mesmo estando dentro de um partido político nunca se rendeu àquilo que é ilícito, ilegal, como é o caso do mensalão. Vossa excelência, também, esteve dentro de um partido que já praticou o mensalão”.

Com o fim do horário político nas redes de TV e rádio, dos debates, e das campanhas nas ruas é encerrada uma das corridas mais movimentadas desde a democratização no Brasil.

Mas, para a cientista política da UNESP, Maria Teresa Kerbauy, a guerra entre os candidatos levou a campanha pra um rumo contrário ao dos interesses do povo brasileiro. "Para uma agenda negativa e para uma desconstrução dos adversários. Uma campanha do medo, uma campanha negativa. Ela passou a ser mais uma campanha de marketing do que de discussão, de propostas e de pensar um país e políticas públicas para ele".

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