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El Nino desaparece, mas seus efeitos devastadores continuam, alerta Unicef

  • VOA Português

Em Angola, mais de 96 mil crianças sofrem de mal nutrição severa

O fenómeno climático El Nino, que provocou uma seca severa e cheias na África Austral e Oriental, chegou ao final, mas os seus devastadores efeitos continuam.

As crianças são as maiores vítimas, diz o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Esta agência faz o alerta num novo relatório intitulado “Ainda não terminou”, no qual aponta que o último El Nino foi um dos mais fortes de que há registo.

O acesso a água e alimentação são os principais aspectos críticos, segundo Nico Wieland, chefe da unidade de comunicação do Unicef, em Angola.

Na África Austral e Oriental, pelo menos, 50 milhões de pessoas foram afectadas pelo El Nino, sendo metade crianças. Mais de um milhão de crianças estão extremamente mal nutridas.

Nas duas regiões, o preço de produtos alimentares subiu em consequência de maior procura e fraca produção.

Em Angola, a situação requer atenção, uma vez que “1.4 milhões de pessoas afectadas, dos quais 756 mil crianças, e identificamos cerca de 96 mil que sofrem de severa mal nutrição”, acrescenta Wieland.

Em Angola e noutros países, os efeitos do El Nino enfraquecem mais os já deficientes sistemas de saúde e assistência social. As duas regiões são o epicentro de HIV e SIDA, e a falta de alimentação provoca a interrupção do tratamento antirretroviral.

No relatório, o Unicef adverte sobre a ocorrência de outro fenómeno, o El Nina, que tem o potencial de provocar cheias.

O Unicef diz que se o mundo não agir de imediato, a crise humanitária irá apenas agudizar.

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