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Egipto: Congressistas americanos defendem continuação da ajuda, pelos menos por agora

  • Michael Bowman

Contrariada pelo derrube do presidente egípcio democraticamente eleito, a administração Obama suspendeu a entrega de aviões militares e prevê o cortar outras ajudas

Alguns congressistas Americanos afirmam que não deveria haver o corte imediato de ajuda dos Estados Unidos ao Egipto a seguir ao derrube pelos militares do presidente Mohamed Morsi.

O futuro da assistência americana foi o tema central de auscultação no Senado, dia depois da administração Obama ter anunciado um atraso na entrega de aviões militares F-16 ao Egipto.

Durante décadas o Egipto tem sido um dos maiores receptor da ajuda externa Americana, incluindo uma substancial ajuda militar. O presidente do Comité de Relações Externas do Senado, o Democrata Robert Menendez, diz que a ajuda deveria continuar, pelo menos por agora.

“Abandonar agora o Egipto poderá ser particularmente uma escolha política pobre.”

Posição semelhante teve o Senador Republicano, Bob Corker, que argumentou a favor de redução de tensões entre Washington e Cairo.

“Penso que o papel da nossa nação no Egipto agora deve ser o de um instrumento de pacificação. Penso que as vezes esquecemo-nos que temos importantes interesses em matéria de segurança no Egipto. É o mais populoso país no Médio-Oriente, um aliado estratégico, o receptor de mais de mil milhões de dólares de ajuda anual, permite aos navios militares americanos acesso preferencial pelo Canal de Suez, e a nossos dois países cooperantes na luta contra-terrorista.”

Na Quarta-feira, o Pentágono tinha anunciado um atraso na entrega de quatro aviões de combate F-16 ao Egipto. Um porta-voz disse que a relação militar Estados Unidos – Egipto persistia, mas a administração deseja o retorno a governação democrática no Egipto logo que possível.

O governo do presidente Obama não subscreveu o derrube do presidente Mohamed Morsi por um golpe de Estado, que de acordo com a lei americana, poderá se ver perante o corte de assistência americana ao país. Uma tal evolução da situação poderá ser visto como negativa para muitos egípcios, de acordo com o antigo diplomata americano Dennis Ross, convidado para a sessão de auscultação do Senado.

“Tenho receios que se cortamos a assistência a esse nível, o efeito poderá ser a perda da relação que temos com as forças armadas. Mas podemos também assistir a uma repercussão no seio do público egípcio. Os egípcios poderiam ver isso como um esforço americano a impor-lhes contra a vontade popular.”

Mas um outro testemunho disse que a inacção pode causar que os Estados Unidos sejam vistos como indiferentes ou mesmo perdoar o afastamento de um líder eleito. A antiga especialista para os assuntos do Médio Oriente, o especialista Michele Dunne diz isso mesmo.

“Os Estados Unidos entendem a dimensão dos prejuízos que a sua longa relação com o governo egípcio. Mas poderá também evitar a continuação de uma política que parece ser cínica e sem princípios.”

Para o presidente do Comité da Relações Externas do Senado, Robert Menendez os objectivos devem continuar claros. Ele alertou para o facto de os apoios americanos aquele país não serem incondicionais e infinitos.
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