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Educação e combate à pobreza são direitos humanos, dizem activistas no Lubango

  • Teodoro Albano

Diversas organizações analisaram situaçao dos direitos humanos em Angola.

Activistas no Lubango sublinharam este fim-de-semana a necessidade de se combater a pobreza e aumentar os investimentos na educação como parte da luta pelos direitos humanos.

A situação dos direitos humanos esteve em conferência na cidade do Lubango, um evento que juntou o Fórum Regional para o Desenvolvimento Universitário(FORDU(), o Sindicato de professores na Huíla(Sinprof) e a Associação Justiça Paz e Democracia(AJPD).

Munir os participantes e sobretudo os professores de informação sobre os direitos humanos e laborais em particular e recolher contribuições com vista a estimular o surgimento em Angola de uma instituição de promoção e protecção dos direitos humanos à luz dos princípios de Paris foram alguns dos objectivos do encontro.

Ângelo Kapwacha, do FORDU, lembra que apesar das melhorias que o país vai conhecendo há direitos fundamentais que ainda são violados.

“Quando nós olhamos para a situação da pobreza que ainda é presente no nosso país consideramos que é o direito económico dos pobres que está ser violado; quando olhamos para as pessoas que estão fora do sistema de ensino ou aquelas pessoas que não encontram atendimento adequado nos hospitais ou aqueles que não têm habitação ou aqueles que sofrem diversos tipos de sevícias nas ruas por falta de segurança pública nas ruas são os direitos sociais que estão sendo violados”, disse.

Os participantes fizeram também notar que o direito à educação e ensino de qualidade está consagrado na Constituição e é um dos pilares dos direitos do homem.

O Executivo nos últimos anos tem apostado forte na construção de mais salas de aulas em várias localidades da província, permitindo assim, anualmente a entrada de mais crianças no sistema de ensino, facto reconhecido pelos participantes.

Mas para o sindicato de professores na Huíla, a melhoria da qualidade de ensino não passa apenas pela construção de escolas, mas também pela criação de um conjunto de condições à sua volta.

“O Sinprof não se alegra só com a construção de uma infra-estrutura precisa, é a criação de outros cenários que são as condições colaterais para que a actividade docente educativa seja realizada com perfeição”, disse um representante do sindicato.

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