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Edson Macuácua deixa CPI que investiga as dívidas ocultas em Moçambique

  • William Mapote

Edson Macuácua, deputado e antigo porta-voz da Presidência de Moçambique

Edson Macuácua, deputado e antigo porta-voz da Presidência de Moçambique

Em causa o facto de na altura em que foram contraídas as dívidas era porta-voz da Presidência da República.

A Assembleia da República de Moçambique vai eleger nesta quinta-feira, 3, um novo membro para a Comissão Parlamantar de Inquérito que investiga a dívida pública, concretamente, as chamadas dívidas escondidas, que estão no epicentro da suspensão da ajuda financeira por parte dos parceiros internacionais.

O deputado Sérgio Pantie, que é o vice-chefe da bancada da Frelimo é nome apontado para substituir Edson Macuácua, da bancada da Frelimo, que vinha ocupando o cargo de vice-presidente da Comissão, e que teve de abandonar o grupo por incompatibilidade.

Uma nota da Assembleia da República diz que a bancada da Frelimo submeteu no dia 11 de Outubro, um pedido para a substituição de Macuácua por um outro membro da bancada, sem avançar os motivos.

Contudo, informações apuradas pela VOA junto de uma fonte parlamentar, indicam que Macuácua, que ao nível do Parlamento preside a Comissão dos assuntos Constituicionais, Direitos Humanos e de Legalidade, foi forçado a renunciar na sequência de um conflito de interesse sobre a matéria investigada.

No período em que as polémicas dívidas foram contraídas, Edson Macuácua era porta-voz do então Presidente da República, Armando Guebuza, e os parlamentares entendem que esteve ligado ao centro das decisões, pelo que não deve fazer parte das investigações.

A VOA procurou ouvir as explicações do deputado Macuácua, mas este remeteu qualquer declaração para uma outra altura.

A CPI para a dívida pública foi criada no dia 27 de Julho e Macuácua fez parte da equipa, pelo menos durante dois meses.

Refira-se que os resultados das investigações devem ser apresentados até o último dia do presente mês.

Recordar que a comissão é composta por 17 membros, sendo nove da Frelimo e um do MDM.

Por preencher continuam os sete lugares que estão reservados à Renamo, que recusa integrar a comissão, por entender que seria mais transparente, caso incluisse elementos de fora do Parlamento.

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