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Economistas dizem que mudanças no MPLA não alteram política governamental

  • Manuel José

A eventual saída de José Eduardo dos Santos da lista do MPLA às eleições de 2017 e a indicação do actual vice-presidente do partido como cabeça-de-lista continua envolta em mistério, apesar de fontes seguras continuarem a insistir que João Lourenço vai liderar “os camaradas” no pleito eleitoral do próximo ano.

A notícia avançada pela Rádio Nacional de Angola na sexta-feira, 2, não foi desmentida, nem pela emissora pública, nem pelo MPLA.

Entretanto, eventuais mudanças de lideranças no partido no poder pouco ou nada vão alterar a actual estrutura económica do país, de acordo com economistas ouvidos pela VOA.

''Acho que com os recursos do país bem geridos pode, se calhar, haver um crescimento superior ao actual, mas as linhas mestras estão traçadas no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) com o qual o partido no poder se regula numa perspectiva de eleições para o próximo ano'', disse José Severino, presidente da Associação Industrial de Angola (AIA) e próximo ao Executivo.

Outro especialista em questões macro-económicas, também próximo ao Governo,Galvão Branco comunga da mesma opinião do presidente da AIA.

''Penso que, antes pelo contrário, esta alteração até pode ser benéfica, já que como as linhas de orientação estratégicas na área económica estão perfeitamente definidas não vai haver qualquer reflexo negativo por esta mudança que vai ocorrer a nível da liderança política'', justifica Branco, quem, no entanto, pede que, seja quem for que estiver à frente do partido, “reduza a sua intervenção na economia angolana”.

Por seu lado, o economista e professor universitário Faustino Mumbica acredita que as pessoas cogitadas para a substituição da liderança do partido no poder padecem dos mesmos vícios e por isso não espera nada de novo.

''Tratam-se de mudanças que eventualmente não trarão grandes resultados, tendo em conta que as pessoas que vão substituir já se encontram comprometidas com o mesmo circuito, os seus nomes também estão envolvidos em escândalos e eventualmente não tenham moral para fazer grandes roturas com as práticas do passado'', justificou Mumbica.

O MPLA anunciará a 10 de Dezembro, dia que assinala mais um aniversário da sua criação, os nomes dos seus candidatos às eleições de 2017.

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